sábado, 21 de agosto de 2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

BOAS FÉRIAS PARA SI E PARA OS SEUS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO



Aproximam-se as férias de Verão e com elas, todos os anos, o aumento do abandono dos animais de estimação. Isto acontece porque ao adquirir um animal de estimação não se pensou devidamente que tal é um compromisso que se assume para o resto da vida do animal.
Para evitar o abandono de animais, que é uma forma desumana e cruel de os tratar, o GBEA- Grupo pelo Bem-estar Animal dos Amigos dos Açores apela para que, ao mesmo tempo que faça umas férias felizes, não as transforme em pesadelo para os seus animais de estimação.
Assim, se não puder levar o seu animal consigo, opte por uma (haverá outras) das seguintes soluções para o seu tratamento:
- Peça a ajuda aos seus familiares ou amigos;
- Solicite os serviços de particulares ou de empresas que prestam apoio ao domicílio;
- Recorra aos serviços de hotéis para animais ou a clínicas veterinárias que ficam com os animais durante as ausências dos seus donos.

Açores, 9 de Julho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Parlamentares propõem fim de touradas na França


As deputadas da Assembleia Nacional francesa Geneviève Gaillard e Muriel Marland-Militello apresentarão à Assembleia Nacional (Câmara Baixa) um projeto de lei para proibir as touradas na França.

Esta proposição pretende abolir "as únicas exceções" que não estão criminalizadas no país em relação à crueldade com os animais, ou seja, as touradas e as brigas de galos, indicaram as parlamentares em comunicado.

Gaillard, do Partido Socialista, e Marland-Militello, da União por um Movimento Popular (UMP, o partido do presidente Nicolas Sarkozy), respectivamente presidente e vice-presidente do grupo de estudo parlamentar sobre a proteção dos animais, apresentarão amanhã o projeto à imprensa, em Paris.

A proposta de lei foi elaborada de maneira coletiva pelo grupo de estudo e se soma à iniciativa legislativa que as duas deputadas apresentaram nesta mesma linha em 2004.

O projeto reivindica a supressão do parágrafo 7 do artigo 521-1 do Código Penal francês, que autoriza as touradas e as brigas de galos em lugares determinados, "uma exceção total ao resto de nossa legislação sobre a proteção animal", denunciaram.

Para as deputadas, "os combates sangrentos de outra era provocam inúmeros problemas", entre eles "o sofrimento animal", assim como os valores que se transmitem à sociedade.

Ambas lembraram no comunicado que três quartos dos franceses se opõem às touradas e, por isso, "é urgente ouvir esta maioria popular silenciosa".

Após Espanha e América Latina, a França é um dos países com maior tradição de touradas, especialmente no sul do país, em cidades como Nimes, Arles, Carcassonne e no País Basco francês.

fonte: terra.com.br

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Não permitamos que dinheiros da EU sejam usados para pagar a feira taurina das Sanjoaninas de 2010


Envie mails de protesto, com o texto abaixo ou outro que achar mais adequado para o seguinte endereço:
dacian.ciolos@ec.europa.eu

com conhecimento a:
roger.waite@ec.europa.eu,angra@cm-ah.pt, presidencia@azores.gov.pt

e cópia para:
acoresmelhores@gmail.com




Exmo Senhor
Comissário da Agricultura e Desenvolvimento Rural

(c/c ao Presidente do Governo Regional dos Açores e à Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heróismo)

Como é do conhecimento público, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (ou a empresa Municipal Culturangra) possui uma dívida que ascende a mais de 1,5 milhões de euros, a maior parte desta quantia destinada ao pagamento das touradas de praça que se têm realizado nos últimos anos aquando das Sanjoaninas.
Recentemente a comunicação social dos Açores informou que a próxima feira taurina, a ocorrer em Junho, irá custar cerca de 380 mil euros, sendo os prejuízos, com a mesma, avaliados em cerca 149 mil euros.

Através de notícia do Diário Insular, do passado dia 20 de Maio, foi divulgada a intenção da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo de recorrer a fundos europeus para suportar os prejuízos.

Vimos, junto de V. Exª denunciar esta situação e solicitar a intervenção de V. Exª. No sentido de impedir que as touradas inseridas na referida feira taurina ou outras sejam financiadas com fundos europeus, nomeadamente do programa LIDER, em nome de um pretenso desenvolvimento rural.

Com os melhores cumprimentos

(Nome)
(Localidade para os residentes em Portugal ou País)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A precisar de ajuda - Nordeste - São Miguel


A dona deste cãozinho faleceu. Ficou sozinho em casa e anda triste.
Os familiares da dona que vão lá alimenta-lo tencionam manda-lo para abate caso não encontrem novo dono.

Por favor, ajude!


Contacto: Daniela Melo - cinderela.melo@gmail.com

domingo, 9 de maio de 2010

Alfredo Sampaio, ilustre terceirenses critica touradas à corda


"Alfredo da Silva Sampaio (Angra do Heroísmo, 19 de Setembro de 1872 — Angra do Heroísmo, ?) foi um médico açoriano que se notabilizou como naturalista e fundador do primeiro posto de obeservação meteorológica na ilha Terceira. Publicou uma vasta obra sobre a história, a geografia e a história natural da Terceira.

Bacharel em medicina e cirurgia formado pela Universidade de Coimbra em 1888, foi guarda-mor da estação de saúde de Angra do Heroísmo, médico municipal e do Hospital de Santo Espírito da mesma cidade. Foi professor provisório do Liceu Nacional também de Angra do Heroísmo e eminente historiador que muito contribuiu para o conhecimento da História dos Açores" Fonte (http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfredo_da_Silva_Sampaio)


(clique na imagem para aumentar)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Garraiada promovida pela Associação Académica da Universidade dos Açores


(Envie um mail para: aaua@uac.pt , dscar@uac.pt, presidencia@azores.gov.pt e uma cópia para acoresmelhores@gmail.com)

Exmo. Senhor Presidente da Associação Académica da Universidade dos Açores

(Com Conhecimento ao Presidente do Governo dos Açores e ao Reitor da Universidade dos Açores)


Foi com alguma surpresa que tomamos conhecimento que a Associação Académica da Universidade dos Açores, com o apoio de dinheiros públicos (Câmara Municipal de Ponta Delgada e Governo Regional dos Açores vai promover uma “garraiada com três vacas bravas e um novilho provenientes da Terceira”

Atendendo a tal actividade nada tem a ver com a cultura do povo micaelense, constituir um desrespeito pela Declaração Universal dos Direitos do Animal que reconhece a necessidade de se respeitar o bem-estar e natureza dos animais não humanos e constituir um mau uso dos dinheiros públicos numa altura em que são conhecidas as dificuldades orçamentais da Universidade dos Açores e tanto os Açores como o resto do território nacional, está a atravessar uma crise económica e social que se traduz no número crescente de desempregados e na dificuldade por que passam as pequenas e médias empresas, vimos manifestar o nosso repúdio pela integração da garraiada na Semana Académica que só pode ser entendida como parte da investida, em São Miguel, por parte de alguns aficionados terceirenses que pretendem popularizar as touradas com o fim único de introduzir nos Açores as touradas picadas e os touros de morte.

Aproveitamos para declarar o nosso compromisso de tudo fazer para denunciar, a nível nacional e internacional, o mau uso dado aos dinheiros públicos para a manutenção de uma indústria decadente que vive do sofrimento dos animais.

Com os melhores cumprimentos

(Nome)

(Localidade para os residentes em Portugal ou País)

sábado, 10 de abril de 2010

Paralelo


A //PARALELO// é uma publicação interdisciplinar, que pretende dar ênfase à filosofia, activismo e políticas de assuntos relacionados com a libertação animal. Esta publicação pretende ser uma plataforma de encontro e confronto da diversidade no conhecimento e experiência que existe nos vários protagonistas que participam neste movimento bem como uma ferramenta para a reflexão, comunicação, e divulgação.
Já está online o primeiro número da publicação //PARALELO//.

Para ler a revista: http://paralelo.tumblr.com/

sábado, 3 de abril de 2010

Pegada Positiva dá passo para ajudar animais


Nicolau de Sousa Lima (NSL) Combustíveis e a AssociaçãoAçoriana de Protecção de Animais (APA) uniram esforços numa campanha de angariação de fundos.

Designada “Pegada Positiva”, a iniciativa leva a que por cada abastecimento efectuado num posto da BP, da segunda circular, reverta uma quantia para a APA. “Por cada litro de gasolina que os utilizadores forem abastecer, um cêntimo irá para a APA”, explica Vanda Melo, presidente da associação. Para contabilizar os abastecimentos, serão distribuídos 4000 cartões para registar o combustível. O valor de cada abastecimento é registado no cartão, e quando este estiver totalmente preenchido, será depositado numa ‘caixa’ no posto de combustível. No final de cada mês são contabilizados os cartões, sendo o volume em litros depositado depois convertido num valor para ajuda à APA.

“A nossa ideia é distribuir os cartões por sócios e não sócios” explica Vanda Melo. “Iremos divulgar junto de lojas dos animais e clínicas veterinárias e, eventualmente, junto das grandes superfícies comerciais, em locais onde se vendem os produtos para animais”, disse ainda. Marco Lopes, gerente da NSL Combustíveis estimou que se cerca de 2000 pessoas preencherem o cartão, é possível angariar um donativo de cerca de 1200 euros por mês para a APA. “

O cartão é direccionado para pessoas que tenham alguma sensibilidade relacionada com os animais, para, efectivamente, utilizarem o cartão e nunca se esquecerem de pedir o carimbo”, indicou Marco Lopes, salientando que o cartão Pegada Positiva em nada interfere com outras promoções da BP. Vanda Melo acrescentou que a “ideia não é distribuir por distribuir. Queremos levar os cartões a quem contribua para o nosso objectivo”. Sobre a actual situação da APA, a presidente indicou que se encontra numa fase de reorganização após uma época de inactividade, devido ao falecimento do fundador.

Um dos projectos em vista passa pela abertura do canil municipal ao Sábado de manhã, para facilitar a visita dos interessados em adoptar animais. Outra ideia é a de expor animais do canil em zonas movimentadas, facilitando a sua adopção. Por fim, para VandaMelo, falta “um estudo local sobre animais abandonados”.

Pelo bem-estar animal na Lousã

(recebido por mail)

Caros Amigos:

Um grupo de cidadãos da Lousã está a fazer uma petição pelo bem-estar animal na Lousã.

Para assinar a petição siga esta ligação

O grupo requer o seguinte, para a Lousã:

1. A suspensão imediata das capturas de cães, salvo casos excepcionais (animais perigosos ou cuja doença seja um perigo para a saúde pública) até à entrada em funcionamento de um Centro de Recolha Animal homologado e à melhoria dos procedimentos de captura.

2. O futuro Centro de Recolha Animal deve esterilizar todos os animais que são dados para adopção.

3. A Câmara Municipal deve proporcionar aos munícipes com recursos financeiros limitados a esterilização dos animais que possuem, ao abrigo de protocolos entre a Câmara, as Associações de Animais e Clínicas Veterinárias, com vista a estancar e reduzir progressivamente o seu número a curto e médio prazo.

4. A Câmara Municipal deve referenciar os munícipes que entregam ninhadas de gatos ou cães para abate, com vista a conseguir a esterilização das fêmeas que procriam, assim como os que privam os seus animais do mínimo de bem-estar,com identificação completa.
Se concorda com o que é requerido, assine e divulgue a petição.
Contacto do Grupo de Cidadãos: 913163277.

Estes e outros pedidos foram feitos pela Louzanimales à Câmara Municipal, em reuniões tidas com o Sr. Vereador do Ambiente, Luís Antunes.

A Louzanimales aguarda com expectativa a construção do Centro de Recolha Animal homologado, bem como a melhoria dos serviços relativos aos animais de rua e tem tentado conjugar esforços com a Câmara Municipal da Lousã.

Com os melhores cumprimentos,
Vera Diniz

Touradas à corda com novas regras


A duração máxima de cada tourada passa a ser, já a partir de amanhã, de três horas.

A duração máxima das touradas à corda nos Açores é reduzida, a partir de amanhã, em 30 minutos para “atender às preocupações do bem-estar animal”.
Nos termos de um Decreto Legislativo Regional, hoje publicado em Jornal Oficial, as touradas à corda no Arquipélago devem ter uma duração máxima de três horas, enquanto a lide de cada touro deverá ter um mínimo de 15 minutos e um máximo de 30 minutos.
Estas novas regras enquadram-se na primeira alteração ao diploma que estabelece o regime jurídico de actividades sujeitas a licenciamento das câmaras municipais na Região Autónoma dos Açores, aprovada em Fevereiro último pela Assembleia Legislativa
A partir de agora, passa também a ser possível realizar touradas não tradicionais em qualquer dia da semana, tendo em vista evitar a acumulação de diversos espectáculos taurinos ao fim-de-semana.

in Jornal Diario

Juntas de Freguesia sem fiscalização devida: Cães perigosos atacaram mais de 150 pessoas em 2009


As Juntas de Freguesia em São Miguel não estão a efectuar o controlo total para a detecção de animais potencialmente perigosos, nomeadamente através do pedido, aos donos destes, de todos os elementos necessários, por lei, para a respectiva identificação dos animais.
A denúncia é feita através da Associação Amigos dos Açores, depois desta ter lançado a debate o tema “Animais de companhia e sociedade”, numa sessão pública que decorreu na noite da passada segunda-feira, em Ponta Delgada sob a organização do grupo Bem-estar Animal.
Segundo Célia Pimentel, uma das coordenadoras do grupo, “quando alguém se dirige às juntas de freguesia para registar a posse de um animal, nomeadamente doméstico, há requisitos que são necessários apresentar e são muitas as que não estão a exigi-los. Pede-se o básico e, por vezes, nem este básico chega”. Como tal, a responsável propõe uma maior sensibilização para estas exigências, especialmente porque os números falam por si: só no ano passado, foram mais de centena e meia as pessoas que deram entrada no Hospital de Ponta Delgada com ferimentos causados por ataques de cães.

“A legislação que diz respeito à detenção de cães potencialmente perigosos refere que os seus donos devem preencher uma série de requisitos legais que não estão a ser cumpridos, pois, quando se é dono de um animal, é necessário que exista uma consciência e não que este seja apenas mais uma coisa que se tem lá em casa”, acrescentou Célia Pimentel à nossa reportagem.
A acrescentar a estes dados, a responsável associativa refere ainda que, neste âmbito, existem “fortes suspeitas” de que decorram, à margem da lei, lutas de cães, “que são completamente encobertas por quem as faz e organiza, sendo que as únicas marcas são as que ficam nos animais, nomeadamente nas suas caudas ou orelhas, por exemplo”. Facto é que “as autoridades procuram actuar no sentido de as detectar, mas tudo é feito às escondidas”. Por isso Célia Pimentel apela à denúncia “para que os infractores sejam apanhados em flagrante”.

No site dos Amigos dos Açores existe este espaço para registo das respectivas denúncias, sempre que alguém verifique alguma ocorrência ilegal, para além de o contacto poder ser feito directamente para algum dos elementos da respectiva associação.

A discussão que decorreu segunda-feira partiu do pressuposto que a maioria das pessoas não sabe regras e cuidados a ter com os animais domésticos. “Este tema faz todo o sentido. A maior parte das pessoas que tem animais em casa não sabe regras como o número máximo de animais que é possível ter, que para manter os animais na rua são precisas determinadas condições, entre outras questões”, referiu ainda a mesma. A sessão pública veio, assim, permitir um espaço de debate e esclarecimento aos detentores de animais domésticos.
Em cima da mesa estiveram também ainda questões como a venda e os cuidados a ter com os animais de companhia, bem como a nova legislação relativa aos cães perigosos.

“A nova legislação responsabiliza as pessoas, nomeadamente no que diz respeito aos açaimes e às trelas... falamos sobretudo das regras para salvaguardar o bem-estar dos animais”, continua a responsável.
Estão previstos para este ano mais três encontros que se debruçarão sobre temáticas relacionadas com os animais em cativeiro, animais de produção e animais selvagens.
O grupo pelo Bem-estar Animais nasceu no ano transacto com a missão de dar apoio aos animais maltratados e em perigo de extinção.

Autor: Ana Coelho
Correio dos Açores, 31 de Março de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

A todos os touros deste país!

por nuno vieira

O que mais choca em tudo isto é a hipocrisia e a cobardia de nos dizermos do século XXI e de olharmos para o lado quando agimos medievalmente. A forma como nos divertimos também avalia o nosso grau de civilização.

O politicamente correcto e eu, admito, nunca fomos grandes amigos. O que me custa, custa-me mesmo. Custa-me a ver, a engolir ou sequer a admitir. Quando penso numa tourada custa-me mesmo muito.

Podem dizer que sou mais um que quer acabar com esta tradição tipicamente ibérica, e sou mesmo! Não a suporto – um bocadinho que seja.

Por muitos ângulos que tente utilizar para enquadrar esta macabra tradição, simplesmente não a consigo compreender num país supostamente civilizado como gostamos de afirmar que somos.

A bravura! Bom se olhar por este prisma, tenho de no mínimo sorrir… Ora bem um gajo veste uma roupa garrida (e olhem que estou a ser bem simpático na terminologia) monta um cavalo, leva na mão um ferro que vai espetar nas costas do touro. Ah, e para que as coisas não corram mesmo o risco de ficar feias, vamos mas é serrar os cornos ao torro não vá o diabo tecê-las! Ora bem, pura estupidez… sem dúvida! Agora bravura não me parece… Seria bravura, isso sim, se o tal bravo entrasse na arena (até podia levar a mesma roupa garrida, sem problema), enfrentasse o touro nos olhos e lhe enfiasse o ferro no lombo, podendo o touro defender-se com aquilo que a natureza que forneceu para isso, os seus cornos! Seria na mesma muito estúpido, muito estúpido, mas agora sim, bravo!

A paixão, a aficcion! - Bem, se já atrás referi que acho uma pura estupidez espetar um ferro nas costas de um touro, por diversão, o que dizer das pessoas que aplaudem quando isso acontece? Eu também quero uma salva de palmas quando perto do natal enfio um espeto todinho dentro de um peru devidamente depenado e temperado, para o pôr a assar! Quero mesmo! Faz favor! Afinal, os riscos do peru me conseguir magoar de alguma forma são muito similares aqueles que qualquer toureiro corre quando enfia o ferro no lombo do pobre touro. Ah, já quase me esquecia: olé.

A tradição, a cultura. Estes são de facto factores importantes, não os coloco em causa, mas que raio de sociedade temos nós, que classifica como cultura, uma cerimónia de pura humilhação de um animal?!? Tantas vozes se levantaram contra o artista plástico que utilizou um cão faminto uma exposição de arte há uns meses atrás, mas continuamos nós a entender como cultural um “espectáculo” de humilhação animal? Em relação à tradição, se não continuámos com aquela de mandar cristãos ás feras numa arena há uns séculos atrás, porque manter esta?

Tenho um pedacinho de admiração pelos forcados, esses sim na exibição de valentia e coragem, mas não é suficiente para conseguir sequer suportar a ideia de uma tourada.

E reparem que tão pouco sou um defensor acérrimo dos animais, gosto de animais, é verdade, mas não sou fundamentalista – não sou vegetariano, gosto de um bom naco de carne, portanto acabo por comê-los sim. Mas não tenho por hábito gozar com eles e humilha-los antes de os ingerir. Nunca ouviram a expressão “Não brinques com a comida?” é isso que fazemos numa qualquer praça de touros, pior muito pior que brincar, é tornar essa brincadeira num “espectáculo”, pior! Torna-la num “espectáculo cultural”.

Dir-me-ão que o touro não tem sentimentos, tem instintos – que aquilo que é feito na arena é provocar o instinto do touro e não humilhá-lo – possivelmente têm razão – o touro não deve perceber se está a ser humilhado ou não, se existem outros a assistir à humilhação ou não, a ele, provavelmente, tudo isto lhe passa ao lado. O problema em tudo isto não é aquilo que o touro sente, é aquilo que nós sentimos ao sermos cúmplices de um “espectáculo” desta natureza – é aquilo que afirmamos enquanto povo, é aquilo que queremos transmitir e ensinar a uma qualquer geração.

O que mais choca em tudo isto é a hipocrisia e a cobardia de nos dizermos do século XXI e de olharmos para o lado quando agimos medievalmente. A forma como nos divertimos também avalia o nosso grau de civilização.

A única coisa que me apraz registar neste momento, é um voto sincero de boa sorte a todos os touros deste país – eles sim os verdadeiros heróis de uma tourada.

Nuno Vieira, Quinta, 12 de Junho de 2008 às 9:16

Fonte: http://quiosque.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ae.stories/10164

segunda-feira, 22 de março de 2010

O que eles querem é tortura, sangue e morte?

A falta de resposta a quem é contra o tema...

Na passada sexta feira, a RTP-Açores transmitia a Estação de Serviço, quando decidi participar já que a pergunta de partida era se a tauromaquia seria um bem a preservar. Sendo eu, totalmente, contra e farta da argumentação da maioria dos aficcionados ser a de "não gostam de touradas mas comem um bife" comecei por me identificar como vegetariana. Desde logo o caríssimo José Parreira começou a movimentar a sua cabeça em gesto de negação...percebi por este gesto e pela cara do jornalista que o meu tempo de antena seria curto...era visível que aquele programa era somente para aficcionados.
Das questões lançadas, nenhuma foi respondida...faltava o tempo! O único comentário que tive foi simples e curto, muito à moda, da superioridade de muitos aficcionados. "Respeitamos todas as opiniões mas não podem querer proibir de fazer o que gostamos".
Por responder ficaram questões como: As quantias que são aplicadas nestes eventos quando um país pedia contenção a toda a população; a crescente consciencialização a nível mundial em relação ao sofrimento do animal; se o digníssimo José Parreira achava que o animal não sofria; Se ele não tinha achado notória o grande envolvimento dos açorianos contra a sorte de varas; Porque não touradas sem sangue...
Meus caros, eternas questões que ninguém me responde...

A S

quarta-feira, 3 de março de 2010

Gabriela Bandarilhas e Canela - TSF



"O que é que fez a nossa Gabi que vale uma crónica no Tudo de Ensaio?"

Bruno Nogueira sobre a criação da Secção de Tauromaquia, oiça clicando no link


"a nossa Ministra adora touros só que gosta mais deles com bandarilhas no lombo "

Morrer como um Touro


O Ministério da Cultura resolveu criar uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura a pretexto de que lidar touros seria uma tradição cultural portuguesa a preservar. Mas a tradição é mais antiga, do tempo em que humanos e animais lutavam na arena para excitar os nervos da multidão com o sangue e a morte anunciada. A piedade, que é um valor mais antigo do que Cristo, veio, na sua interpretação cristã, salvar disto os humanos. Esqueceu-se, porém, dos animais.

Há um momento nas touradas em que o touro, muito ferido já pelas bandarilhas, o sangue a escorrer, cansado pelos cavalos e as capas, titubeia e parece ir desistir. Afasta-se para as tábuas. Cheira o céu. Vêm os homens e incitam-no. A multidão agita-se e delira com o sangue.

O touro sabe que vai morrer. Só os imbecis podem pensar que os animais não sabem. Os empregados dos matadouros, profissionais da sensibilidade embaciada, conhecem o momento em que os animais “cheiram” a morte iminente. Por desespero, coragem ou raiva (não é o mesmo?), o touro arremete pela última vez. Em Espanha morre. Aqui, neste país de maricas, é levado lá para fora para, como é que se diz? ah sim: ser abatido.

A multidão retira-se humanamente, portuguesmente, de barriga cheia de cultura portuguesa, na tradição milenar à qual nenhuma piedade chegou

Os toureiros têm pose que se fartam (e com a qual fartam toda a gente). Pose de hombre, pose de macho. Mas os riscos que de facto correm são infinitamente menores que a sorte que inevitavelmente espera os touros, que o sofrimento e a desorientação que infligem aos touros para o seu próprio prazer e o da multidão. Dá vontade de dizer que quem se porta assim, quem mostra orgulho de se portar assim, tem entre as pernas, e não apenas literalmente, órgãos bem mais pequenos que aqueles que os touros exibem. Os toureiros são corajosos mas entram na arena sabendo que haverá sempre quem os safe, senão à primeira colhida, então à segunda. Às vezes aleijam-se a sério e às vezes morrem, o que talvez prove que os deuses da Antiguidade são justos, vingativos e amigos de todos os animais por igual. Os touros, esses, não têm ninguém que os vá safar em situação de risco, estão absolutamente sós perante a morte. Querem os toureiros ser hombres até ao fim? Experimentem ser tão homens como eram os homens e os animais na Antiguidade: se ficarem no chão, fiquem no chão. Morram na arena. É cultura. A senhora ministra da Cultura certamente compensará tão antigo costume.

Também era da tradição, em Portugal por exemplo, executar em público os condenados, bater nas mulheres, escravizar pessoas. Foi assim durante milénios. Ninguém via mal nenhum nisso a não ser, confusamente, com dúvidas, as próprias vítimas. Até que a piedade, na sua interpretação moderna e laica, acabou com tão veneráveis tradições.

Que será preciso para acabar com a tradição da tourada? Que sobressalto do coração será necessário para despertar em nós a piedade pelos animais?

Paulo Varela Gomes (Historiador), “Cartas do Interior”
in Público, 27.02.2010, P2, p.3.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"Viva la muerte"



Só nos faltava esta: uma ministra da Cultura para quem divertir-se com o sofrimento e morte de animais é... cultura. Anote-se o seu nome, porque ele ficará nos anais das costas largas que a "cultura" tinha no século XXI em Portugal: Gabriela Canavilhas. É esse o nome que assina o ominoso despacho publicado ontem no DR criando uma "Secção de Tauromaquia" no Conselho Nacional de Cultura. Ninguém se espante se, a seguir, vier uma "Secção de Lutas de Cães" ou mesmo, quem sabe?, uma de "Mutilação Genital Feminina",
outras respeitáveis tradições culturais que, como a tauromaquia, há que "dignificar".

O património arquitectónico cai aos bocados? A ministra foi ali ao lado "dignificar" as touradas. O património arqueológico degrada-se? Chove nos museus, não há pessoal, visitantes ainda menos? O teatro, o cinema, a dança, morrem à míngua? Os jovens não lêem? As artes estiolam? A ministra foi aos touros e grita "olés" e pede orelhas e sangue no Campo Pequeno. Diz-se que
Canavilhas toca piano. Provavelmente também fala Francês. E houve quem tenha
julgado que isso basta para se ser ministro da Cultura...

Manuel António Pina,
in JN

Peça de DEMISSÃO da Ministra da Cultura


Envie a seguinte mensagem:


Para: pm@pm.gov.pt; gab.mp@mp.gov.pt;
gmc@mc.gov.pt

Com Conhecimento (Cc) a: gp@ps.parlamento.pt; gp_ps@ps.parlamento.pt;
gp_psd@psd.parlamento.pt; gp_pp@pp.parlamento.pt;
bloco.esquerda@be.parlamento.pt; gp_pcp@pcp.parlamento.pt;
pev.correio@pev.parlamento.pt; matp@netcabo.pt

Mensagem:

Exm.º Senhor Primeiro Ministro
Exm.º Senhor Ministro da Presidência do Conselho de Ministros
Exm.ª Senhora Ministra da Cultura

Com Conhecimento a:

Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PS
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PSD
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do BE
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PCP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PEV

Excelências,

Acabei de tomar conhecimento da criação, por parte do Ministério da Cultura, de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura. Venho por este meio expressar a minha indignação.

Não considero a Tourada cultura e sendo eu, assim como a maioria dos portugueses, contra este tipo de espectáculo a todos os níveis deplorável e que em nada dignificam o nosso País não quero que os meus impostos o financiem de qualquer forma, directa ou indirectamente.

A Declaração Universal dos Direitos do Animal, aprovada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e ONU, reconhece a necessidade de respeitar o bem-estar e natureza dos animais não humanos. Por isso vamos chamar as coisas pelos seus nomes:
Negócios de crueldade que humilham e matam pela dor, nunca serão arte nem cultura.

Assim, apelo para que V/Ex.ª interceda no sentido de acabar, quanto antes, com as implicações do Despacho n.º 3254/2010, revogando-o de foma a ser excluida a secção de tauromaquia do CNC. Apelo para que a actividade tauromáquica não seja financiada ou promovida à custa de dinheiros públicos. Peço a demissão imediata da actual Ministra da Cultura.

Agradecendo antecipadamente a atenção que possa ser dedicada à presente mensagem, apresento a V. Ex.ª os meus melhores cumprimentos,

[Nome]

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

TVE transmite desenhos animados com conteúdo anti-tourada

Vipo, Las Aventuras del Perro Volador
Vipo ensina aos meninos e meninas que tourada é...espetar
touros (pré espicaçados) com espetos enfeitados fuleiramente, fazê-los
sangrar, levá-los à furia e fazê-los experienciar a dor e a angústia...
e depois fugir dentro de umas calças ridículas e justas,gabando-se,
em ombros, da sua ignorância mórbida, com um sorriso sangrento na cara.



"As touradas não são justas, obrigam o touro a lutar mesmo que ele não o queira fazer" o "Billy não quer fazer mal ao matador, é um touro muito pacífico", são algumas das frases proferidas pela série animada da TVE Vipo, as aventuras do cão voador, que a cadeia de televisão emite todos os fins de semana de manhã. A série, destinada ao público infantil, visita em cada episódio uma cidade europeia para ensinar aos mais pequenos da casa os costumes do local. Assim, Vipo e seus amigos viajam para Viena, Salzburgo e Veneza, entre outras cidades. Com a "Puerta de Alcalá" em fundo, os personagens animados de ficção estão em Madrid, e decidem ir a uma tourada, o tempo onde começa a zombaria e as críticas ao mundo das touradas. "É um confronto entre um homem e um touro. O homem chama-se matador, e o confronto tourada ", explica a cegonha Henry. Durante os 11 minutos do episódio, as mensagens anti-touradas não param. 'Tornou-se uma tradição, às vezes o Rei de Espanha vem ver a tourada". "Lembrem-se, nós estamos do lado do touro ", dizem os personagens. E chegam mesmo ironizar Fernando, "o matador": "Parece que tem que ser muito corajoso para enfrentar um touro grande ... Mas olhem sob o manto! Ele tem uma espada! ".

Fonte:
http://touro-sentado.blogspot.com/

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Diga não à tourada como Património Cultural de Angra do Heroismo.



(Envie um mail para: angra@cm-ah.pt e uma cópia para acoresmelhores@gmail.com)


Exmo. Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Angra do HeroísmoJustificar completamenteExma. Sra. Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo

Embora não nos tenha surpreendido, tomamos conhecimento que a
autarquia de Angra do Heroísmo, com uma dívida que ascende a mais de
1,5 milhões de euros, a maior parte desta quantia destinada ao
pagamento das touradas de praça que se têm realizado nos últimos anos
aquando das Sanjoaninas, pretende, através da Assembleia Municipal,
classificar a Festa Brava como património cultural concelhio.
Atendendo a que as touradas constituem uma actividade que mancha as
maiores festas profanas dos Açores, pois negócios de crueldade que
humilham e matam pela dor e sofrimento animais, nunca serão arte nem
cultura;
Atendendo a que consideramos uma afronta, a todos os cidadãos, o
dinheiro gasto com elas já que a ilha Terceira, tal como o resto do
território nacional, está a atravessar uma crise económica e social
que se traduz no número crescente de desempregados e na dificuldade
por que passam as pequenas e médias empresas.

Vimos manifestar o nosso repúdio pelo facto de a ser aprovada tal
classificação a mesma constituir um desrespeito pela Declaração
Universal dos Direitos do Animal, aprovada pela UNESCO (Organização
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) que
reconhece a necessidade de respeitar o bem-estar e natureza dos
animais não humanos e declarar o nosso compromisso de tudo fazer para
denunciar, a nível nacional e internacional, o mau uso dado aos
dinheiros públicos para a manutenção de uma indústria decadente que
vive do sofrimento dos animais.

Com os melhores cumprimentos


[Nome]
[Localidade, País]

tourada à corda com novas regras


As touradas à corda nos Açores devem ter uma duração máxima de três horas e a lide de cada touro um mínimo de 15 minutos e um máximo de 30 minutos.

Estas são duas das novas regras das touradas tradicionais no arquipélago, que foram aprovadas pela Assembleia Legislativa no âmbito da primeira alteração ao diploma que estabelece o regime jurídico de actividades sujeitas a licenciamento das câmaras municipais na Região Autónoma dos Açores.

O Governo justifica a redução em 30 minutos da duração máxima das touradas à corda no arquipélago com a necessidade de “atender às preocupações do bem-estar animal”.

Com o objectivo de evitar a acumulação de diversos espectáculos taurinos ao fim-de-semana, passa também a ser possível, a partir de agora, realizar touradas não tradicionais em qualquer dia.


Todavia, em cada freguesia e freguesias contíguas, dentro do mesmo concelho, só poderá ser autorizada a realização de uma manifestação taurina no mesmo dia.

A aprovação destas alterações visa ainda, de acordo com o Executivo, uma melhor clarificação e rigor das definições constantes do capítulo referente às touradas à corda que “melhor se compaginem com os usos da tradição, uma vez enraizadas na cultura popular da comunidade açoriana”.


Neste contexto, foi introduzida a definição de ganadeiro, eliminando-se o requisito de inscrição na Associação de Criadores de Tourada à Corda, e passou a ser exigida a inscrição de todo o gado bravo no Livro Genealógico ou Registo Zootécnico da Raça Brava.

De acordo com o mapa anexo ao diploma, existem actualmente classificadas como tal no arquipélago 158 touradas tradicionais, distribuídas pelas ilhas Terceira (115), Graciosa (25) e S. Jorge (18).


fonte: Faial Online

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Por favor, proteste contra a inclusão de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura

Porque a Tortura não é Cultura


Por favor, envie a sua mensagem para: pm@pm.gov.pt; gab.mp@mp.gov.pt;
gmc@mc.gov.pt

Com Conhecimento (Cc) a: gp@ps.parlamento.pt; gp_ps@ps.parlamento.pt;
gp_psd@psd.parlamento.pt; gp_pp@pp.parlamento.pt;
bloco.esquerda@be.parlamen
to.pt; gp_pcp@pcp.parlamento.pt;
pev.correio@pev.parlamento.pt; matp@netcabo.pt

Mensagem Sugerida

Exm.º Senhor Primeiro Ministro
Exm.º Senhor Ministro da Presidência do Conselho de Ministros
Exm.ª Senhora Ministra da Cultura

Com Conhecimento a:

Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PS
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PSD
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do BE
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PCP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PEV

Excelências,

Tendo tomado conhecimento que o Ministério da Cultura pretende criar uma
secção de tauromaquia no futuro Conselho Nacional de Cultura, venho por
este meio apelar a que tal seja evitado.

Não considero a Tourada cultura e sendo eu, assim como a maioria dos
portugueses, contra este tipo de espectáculo a todos os níveis
deplorável e que em nada dignificam o nosso País não quero que os meus
impostos o financiem de qualquer forma, directa ou indirectamente.

A Declaração Universal dos Direitos do Animal, aprovada pela UNESCO
(Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e
ONU, reconhece a necessidade de respeitar o bem estar e natureza dos
animais não humanos. Por isso vamos chamar as coisas pelos seus nomes:
Negócios de crueldade que humilham e matam pela dor, nunca serão arte
nem cultura.

Assim, apelo a que V/Ex.ª interceda no sentido de que não seja criada
nenhuma secção de Tauromaquia no referido Conselho Nacional de Cultura,
nem que esta actividade possa de alguma forma vir a ser financiada ou
promovida à custa de dinheiros públicos.

Agradecendo antecipadamente a atenção que possa ser dedicada à presente
mensagem, apresento a V. Ex.ª os meus melhores cumprimentos,

[Indique o SEU NOME AQUI]
[Indique a SUA CIDADE E PAÍS AQUI]
[Indique o SEU ENDEREÇO DE E-MAIL AQUI]

China diz Não às Touradas.



Uma boa noticia!
A China voltou atrás, é verdade.
Depois de dar, quase, como certa o regresso das touradas aquele país, a China recua respeitando os apelos e pedidos recebidos dos quatro cantos do mundo e dos próprios cidadãos/ãs Chineses/as.

Fonte: ABC

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Dar com uma mão e tirar com a outra


Ao mesmo tempo que a China pode ver aprovada a primeira lei contra maus tratos a animais, Beijing constrói uma praça de touros.

A praça fará parte de um "Parque Espanhol" construído perto da Grande Muralha.
Segundo uma agência espanhola, mesmo com a perda de popularidade das touradas em Espanha, os promotores espanhóis dizem querer treinar matadores Chineses.

No entanto, activistas pelos Direitos dos Animais farão de tudo para impedir a construção da praça. E ainda bem!


mais info aqui

China pode eliminar carne de cão e gato dos menus


Pode ser o primeiro projecto-lei aprovado relacionado com os Direitos dos Animais naquele país.

Tendo em conta a crescente consciência e respeito pelos Animais, a China pode ver aprovado o primeiro projecto contra os maus tratos, que visa proibir o consumo de carne de cão e gato em todo o país.

Caso o decreto seja mesmo aprovado, quem infrigir a lei pode vir a pagar multas de 500 euros ou apanhar 15 dias de prisão.


Chimpanzés realizam filme!




Veja mais aqui - > Expresso



.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O que fazer com animais abandonados?


O Grupo pelo Bem Estar Animal dos Amigos dos Açores - Associação Ecológica organiza na próxima sexta-feira, dia 29 de Janeiro, pelas 20h30m, na sala 200 da Escola Secundária das Laranjeiras, em Ponta Delgada, uma sessão pública intitulada "Abandono e Recolha de Animais Selvagens e de Companhia. Como proceder?".


Serão oradores convidados o Sarg. Ajudante Santos do SEPNA - Serviço de Protecção na Natureza e do Ambiente da GNR e o Dr. Vergilio Oliveira, Veterinário Municipal de Ponta Delgada.

Compareça e participe no debate. A entrada é livre.

Participe no blog http://bemestaranimal-acores.blogspot.com

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Proteste contra as Cornadas nos Dinheiros Públicos dadas pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo



Caros amigos dos animais,

Como é do conhecimento público, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (ou a empresa Municiapal Culturangra) possui uma dívida que ascende a mais de 1,5 milhões de euros, a maior parte desta quantia destinada ao pagamento das touradas de praça que se têm realizado nos últimos anos aquando das Sanjoaninas.

Sendo do conhecimento público que as actividades tauromáquicas não geram receitas que as tornem autosufientes, a presidente da Câmara de Angra, por intermédio de uma comissão organizadoras das festas, vai investir 380 000 euros para a realização, em Junho, da próxima Feira Taurina.

Vimos solicitar a todos o envio de mails de protesto à Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (angra@cm-ah.pt).

(exemplo de texto já enviado, podendo fazer as alterações que acharem por bem ou criar outros textos)

Exma Senhora,

Tomei conhecimento de que a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, uma vez mais, tenciona patrocinar com dinheiros públicos (380 000 euros) a indústria tauromáquica a pretexto da Feira Taurina integrada nas Sanjoaninas de 2010.
Para além das touradas de praça constituírem uma actividade que mancha as maiores festas profanas dos Açores, conisderamos uma afronta o dinheiro gasto com elas já que a ilha Terceira, tal como o resto do território nacional, está a atravessar uma crise económica e social que se traduz no número crescente de desempregados e na dificuldade por que passsam as pequenas e médias empresas.
Venho manifestar o meu desagrado pelo mau uso dado aos dinheiros públicos para a manutenção de uma indústria decadente que vive do sofrimento dos animais e sugerir o seu investimento na área da saúde, da educação, da indústria, do comércio e dos serviços.

Com os melhores cumprimentos,

José Sousa

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Por uma Ciência Ética, Rigorosa e Benéfica



A Plataforma de Objecção ao Biotério está prestes a alcançar o objectivo de atingir o número de assinaturas necessário para levar à discussão na Assembleia da República a petição contra os biotérios comerciais e pelo investimento em métodos alternativos aos testes em animais.

assine aqui: Por uma Ciência Ética, Rigorosa e Benéfica.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Direitos Animais: Um Novo Paradigma na Educação



29 de dezembro de 2009
Durante séculos a humanidade vem mantendo uma relação de dominação e exploração sobre os animais não-humanos. Porém, nas últimas décadas o massacre tem tomado proporções colossais para saciar a fome por lucro do sistema capitalista. São bilhões de animais assassinados por ano.
Partindo de um olhar sociológico e filosófico da educação pude constatar que essa relação naturalizadora da exploração dos animais não-humanos nos é passada principalmente pela família e pela escola.
Dois fatos são facilmente constatados:
1) Os jovens são herdeiros de um capital cultural familiar especista,
2) A escola é reprodutora de um Habitus naturalizador da exploração animal intensificando o capital cultural familiar especista.
Dessa constatação, duas questões se colocam:
1) Como é possível a quase totalidade da população não parar por um instante para refletir sobre esse biocidio diário em que ela está mergulhada?
2) Teria os Direitos Animais força pedagógica para reverter esse processo de banalização do mal e coisificação da vida?
Para refletir sobre a primeira questão, vou começar com alguns dados sobre a personalidade do tenente-coronel da SS e também conhecido como executor-chefe do Terceiro Reich, Adolf Eichmann, relatado pela pensadora política Hannah Arendt.
Não pretendo fazer aqui a conhecida analogia do holocausto promovido pelo regime nazista com o holocausto diário vivido pelos animais não-humanos. A questão que quero destacar é: Eichmann era um homem “normal”. “Foi o que seis psiquiatras atestaram sobre ele. Um deles espantou-se como seu comportamento com a família, amigos, irmãos era, não somente “normal” mas também “desejável”. E o pastor que o visitava na prisão relatava que ele era “um homem com muitas ideias positivas”’.(Souki,p.82)
Arendt nos leva a reconhecer em Eichmann “um homem banal, sem grandes motivações ideológicas nem engajamento político, apenas um homem comum. Mas, como isso pode ser possível? Como pode um homem comum ser responsável pelo massacre de milhões de pessoas?” (Souki,p.85)
Segundo Nádia Souki,
“Hannah Arendt não foi quem tirou o caráter demoníaco de Eichmann, mas ele próprio, e com tal obstinação, que a situação chegou ao limite da mais pura comicidade. Ela leu o interrogatório de 3.600 páginas e diz que, de sua parte, ficou efetivamente convencida de que ele era um palhaço, e mais, que não saberia dizer quantas vezes ela riu, riu às gargalhadas. Não havia nele nenhuma grandeza satânica, mas simplesmente uma horrorosa e burguesa banalidade”. ( Souki,p.87-88)
Eichmann simbolizava o melhor exemplo de um assassino de massa, sem vacilar na função de um perfeito pai de família. Vaidoso, exibicionista e com um bom repertório de frases clichês.
“Era impressionante o apego de Eichmann à educação e às regras de bom comportamento, mostrando vergonha e constrangimento face á lembrança de pequenos deslizes sociais cometidos no seu passado, o que é um dado inteiramente contraditório” (Souki,p.89) com sua função de tornar a ‘solução final’, normal.
Eichmann era a representação viva da banalidade do mal, da inconsciência, do afastamento da realidade e da obediência. Para Arendt, “ele simplesmente nunca compreendeu o que estava fazendo” (Arendt, 1999.p.310). Era a incapacidade de pensar, fortalecida pelo afastamento da realidade que gerava tal inconsciência. Para a pensadora, “ o problema com Eichmann era exatamente que muitos eram como ele, e muitos não eram nem pervertidos, nem sádicos, mas eram e ainda são terrível e assustadoramente normais. (…) essa normalidade era muito mais apavorante do que todas as atrocidades juntas, pois implicava que (…) esse era um tipo novo de criminoso (…) que comete seus crimes em circunstancias que tornam praticamente impossível para ele saber ou sentir que está agindo de modo errado” (Arendt, 1999.p.299).
Alguns anos depois de assistir o julgamento, a pensadora faz o seguinte comentário na obra A Vida do Espírito:
“ Os atos eram monstruosos, mas o agente – ao menos aquele que estava agora em julgamento – era bastante comum, banal, e não demoníaco ou monstruoso. Nele não se encontrava sinal de firmes convicções ideológicas ou de motivações especificamente más, e a única característica notória que se podia perceber, tanto em seu comportamento anterior quanto durante o próprio julgamento e o sumario da culpa que o antecedeu, era algo de inteiramente negativo: não era estupidez, mas irreflexão” ( Arendt, 2008.p.18.).
Toda a ação banalizadora do mal é fundamentada na “ausência de pensamento”, na “superficialidade”, na “irreflexão”, ou seja, no “vazio de pensamento”.
Esses resumidos dados da personalidade de Eichmann são fundamentais para compreendermos como a quase totalidade da população pode ver como ‘normal e natural’ a escravidão, tortura e o extermínio de bilhões de animais anualmente.
Tudo começa em casa
É o ambiente familiar o local educativo por excelência. E é nesse ambiente que o jovem, desde o nascimento, presencia e aprende mimeticamente o exercício da ‘irreflexão’, da ‘ausência de pensamento’ passado pelos pais, seus primeiros e mais importantes educadores. Desde o nascimento o jovem é submetido ao convívio diário com atos violentos para com os animais não-humanos cometidos pelos pais e parentes. Atitudes violentas que vão do literal espancamento do cão em casa a ‘inocente’ ida ao açougue comprar um pedaço de um cadáver, um ser que outrora consciente de sua existência, agora não passa de peças em decomposição.
Desde muito cedo se ensina ao filho a se divertir com ursos andando de bicicleta, leões pulando entre círculos de fogo e macacos fazendo palhaçadas no picadeiro de um circo. Desde muito cedo se ensina ao filho ver animais ditos exóticos e selvagens enjaulados em zoológicos como vejo uma peça de roupa pela vitrine de uma loja. Durante toda a infância o jovem aprende que o descanso do pai no final de semana vai do churrasco à pesca. Durante toda sua infância o jovem viu que todas as receitas preparadas na cozinha de casa são compostas de todos os tipos de pedaços de animais mortos e de secreções extraídas das glândulas mamárias de outras espécies.
Não existe maneira mais eficiente de inculcar um habitus. Dia após dia o jovem é submetido a um conjunto de práticas que ideologicamente naturalizam o que é cultural. São os pais os primeiros responsáveis pela transmissão da tradição, da cultura e dos ‘bons costumes’. Uma tradição antropocêntrica, uma cultura especista e os bons costumes sacralizadores de toda expressão do mal. Ao crescer num ambiente familiar banalizador do mal, o jovem não pode herdar outra coisa senão o “vazio de pensamento”, a “irreflexão”, a “superficialidade” no trato com a vida, seja ela humana ou não-humana. Portanto, herda-se o direito de manter hábitos e tradições que não podem ser justificados do ponto de vista ético.
As seguintes frases representam essa herança:
• Na natureza os animais comem uns aos outros, portanto, posso comer também.
• Se não testar nos animais, vai testar em quem, nos humanos?
• Não há nada de errado com os zoológicos, os animais são bem tratados.
• Que absurdo castrar os animais, eles precisam ter suas crias.
• Deus criou os animais para nos servir, está na bíblia.
O Ambiente Escolar
Partindo do ambiente familiar entramos no ambiente escolar. A escola é o lugar onde a criança e o jovem terá contato com a produção científica, literária e filosófica da humanidade. É nesse ambiente antinatural por excelência, domesticador de corpos e mentes e reprodutor da tradição moral cristã burguesa, que a criança e o jovem terão reforçados o habitus especista transmitido em casa.
Da pré-escola onde uma pretensa inocente cantiga incita “atirar o pau no gato”; passando por um ensino fundamental que frisa sistematicamente uma divisão científica onde o homem colocou a si mesmo no topo de uma cadeia alimentar que na verdade ele reside na parte inferior, e que a historia da humanidade é fundamentada no homem como a medida de todas as coisas; e concluindo com um ensino médio onde a filosofia passada ao aluno é aquela que se orgulha de ser antropocêntrica; a história é a do homem, branco e burguês; a geografia é a que ignora a origem alimentar dos impactos sócio-ambientais; a biologia é a apologista da experimentação animal e da visão de que tudo que não é humano é um recurso para beneficio humano; a química é a naturalizadora dos impactos ecossistêmicos pela industrialização, já que esse processo é facilitador da vida humana em sociedade.
É na escola que o estudante terá a comprovação científica, literária e filosófica do que aprendeu em casa. A escola não é só reprodutora das desigualdades sócias como bem apresentou o sociólogo Pierre Bourdieu, ela é reprodutora (e se orgulha disso) da milenar tradição moral especista e apologista da dominação humana sobre a natureza. Todas as disciplinas escolares, sem exceção, reproduzem a visão especista e capitalista que denomina todas as formas de vida não-humana como produto, coisa, mercadoria e recurso.
Se em casa a criança é aterrorizada pela mãe que diz sistematicamente que se ela não comer o ‘bife’ e não tomar o copo de ‘leite’ ela não ficará forte como o super-herói, na escola a comprovação de tal ideia vem da aula de ciências onde a criança aprende que o ‘bife’ é a mais importante fonte de proteína e que o ‘leite’ é a única fonte de cálcio e que sem eles nosso corpo está condenado à morte. Alem do bombardeio das disciplinas, todas representantes da visão antropocêntrica, a criança e o jovem são agraciados no intervalo das aulas com uma cantina regada totalmente de produtos industrializados testados em animais, refrigerantes, açucares e salgados fritos compostos de todos os tipos de animais mortos.
A escola ainda não é o lugar onde se produz conhecimento novo como muitos acreditam, é um local onde se reproduz um saber estabelecido por poucos para a manutenção da exploração de muitos, humanos e não-humanos. Portanto, se uma geração após outra, é sistematicamente formada em casa e na escola por uma tradição coisificadora da vida, fica fácil entender porque é tão difícil o exercício da reflexão ética. Temos um sistema de ensino irreflexivo, superficial e vazio de pensamento.
Um novo Paradigma
Dentro desse quadro nada favorável aos não-humanos, teria os Direitos Animais força pedagógica para reverter tal situação?
Através do trabalho pioneiro de introdução dos Direitos Animais no Brasil à quase duas décadas pela eticista Sônia Felipe no campo da filosofia política; no campo da ciência jurídica com Laerte Levai, Heron Santana, Daniel Braga Lourenço, Edna Cardoso entre outros; no campo das ciências biológicas anti-experimentação animal com Sergio Greif e Thales Trez e no campo da nutrição com George Guimarães, podemos perceber que nos últimos anos temos um crescimento no número de universitários de uma grande gama de cursos participando de grupos de estudos de direito animal.
É na formação de uma nova geração de advogados abolicionistas que teremos a efetivação do reconhecimento dos animais não-humanos como sujeitos de direito. E esse trabalho já está sendo feito em algumas faculdades de Direito no Brasil.
Se, somente a partir de uma nova geração de biólogos anti-vivisseccionistas, veganos e biocêntricos teremos a mudança do paradigma cientifico cartesiano para uma ciência que de fato respeita a vida, podemos nos animar, pois já temos alguns biólogos engajados na introdução nas escolas de nível fundamental e médio de uma visão biocêntrica rompendo com o padrão moral tradicional.
Também é perceptível, o lento, mas animador crescimento no número de estudantes de Gastronomia e Nutrição adeptos do vegetarianismo e do veganismo. É através desses novos profissionais que a população terá o respaldo ético da possibilidade de se alimentar bem sem provocar o extermínio de bilhões de animais e consequentemente de ecossistemas inteiros. No atual momento dos Direitos Animais no Brasil, somente a Gastronomia e a Nutrição vegana podem fazer frente à falaciosa propaganda ideológica das indústrias da carne e das de laticínio e não menos de nossa medicina biocida dependente econômica e quimicamente dos fármacos.
A cada ano, mais jovens universitários, especialmente das humanidades e das biológicas, ousam não cultuar os deuses cadavéricos cultuados pelos seus mestres.
Os Direitos Animais trazem para o campo educativo a necessidade urgente da abolição de um ensino pautado na incoerência lógica, moral e cientifica da tradição antropocêntrico-especista que somos herdeiros. A força pedagógica dos Direitos Animais já é perceptível. A cada ano, novos adeptos se aglutinam a esse novo paradigma; das Letras à Gastronomia, da Filosofia à Bioquímica, da Física Quântica à Geopolítica. Serão esses novos profissionais defensores dos Direitos Animais que darão continuidade aos trabalhos dos pioneiros propagadores da necessidade urgente da expansão do círculo da moralidade, ou seja, da inclusão dos animais não-humanos e dos ecossistemas naturais.
Dentro dos Direitos Animais não há espaço para a “irreflexão”, a “superficialidade” e para o “vazio de pensamento”.
Portanto, uma educação fundamentada nos Direitos Animais não permitirá que o capital cultural especista seja reproduzido, que as crianças e jovens cresçam tendo como natural à banalização do mal e a coisificação da vida. Pois, se concordamos com a defesa que o professor Francione faz do veganismo como fundamento moral dos Direitos Animais, podemos concluir que é a educação vegana que fará a diferença. Esse novo paradigma educacional não permite que a violência institucionalizada, a crueldade consentida com os animais humanos e não-humanos em estado de vulnerabilidade e a banalidade do mal sejam mimeticamente transmitidas às novas gerações.
Eu, pessoalmente tenho 6 horas por mês com os alunos da primeira série e 3:20 horas com os alunos da segunda e terceira série do ensino médio. A cada dia acredito mais no poder pedagógico dos Direitos Animais, pois mesmo com tão pouco tempo com os jovens, consigo através dos argumentos éticos e extremamente coerentes desse novo campo da Ética Prática contemporânea; quebrar, desmontar, aniquilar toda a costumeira prática da “superficialidade”, da “irreflexão” e do “vazio de pensamento” passada pela família e pela escola como natural.
Esse é o ponto, se novos professores, de todas as disciplinas, se engajarem no ativismo dos Direitos Animais, numa educação vegana de base, pouco importa o tempo que eles têm para ensinar. Esse posicionamento ético pode impedir o nascimento e a reprodução de novos Eichmanns.

Referências
ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém. Um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
____________. A Vida do Espírito: o pensar, o querer, o julgar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.
BARTLETT, Steven J. Raízes da resistência humana aos direitos dos animais: Bloqueios psicológicos e conceituais. Revista Brasileira de Direito Animal. Salvador: Evolução, Vol.2, n.2, p. 17-66, jul./dez. 2007.
BOURDIEU, P. Escritos de Educação. Petrópolis: Vozes, 1998.
_________; PASSERON, J-C. A Reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino. Petrópolis: Vozes, 2008.
_____________________. Les Héritiers: les étudantes et la culture. Paris: Minuit, 1985.
FELIPE, Sônia T. Violência Mimética, Adultos, Crianças, Animais. Disponível em www.eobicho.org/site/textossonia1.html
FREUD, S. O interesse educacional da psicanálise (1913). In: Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996, vol. XIII, pp.190-192.
________. Algumas reflexões sobre a psicologia do escolar (1914). In: Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996, vol. XIII, pp.247-250.
LEVAI, Laerte F. Direitos dos Animais. Campos do Jordão: Mantiqueira, 2004.
____________. Crueldade Consentida: A Violência Humana Contra os Animais e o Papel do Ministério Público no Combate à Tortura Institucionalizada. Disponível em www.forumnacional.com.br/crueldade_consentida.pdf
LIMA, J.E.R. Vozes do Silêncio: ideologia e alienação no discurso sobre vivissecção. São Paulo: Instituto Nina Rosa, 2008.
LOURENÇO, Daniel B. Direito dos Animais: fundamentação e novas perspectivas. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor, 2008.
MANNHEIM, Karl. Funções das Gerações Novas. In: PEREIRA, L; FORACCHI, M. M. Educação e Sociedade. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1973, pp.91-97.
REVISTA EDUCAÇÂO. Bourdieu Pensa a Educação. São Paulo: Segmento, s.d.
SOUKI, Nádia. Hannah Arendt e a Banalidade do Mal. Belo Horizonte: UFMG, 1998.
WAGNER, Eugênia S. Hannah Arendt: Ética & Política. Cotia: Ateliê Editorial, 2006.
Filmografia
A Solução Final (Eichmann, Inglaterra, 2007, 100 min). Direção: Robert Young.
OBS* Este artigo foi apresentado no 3º Seminário Direitos Animais: Teoria e Prática nos dias 01 e 02 de dezembro de 2009, promovido pelo LEI – USP.

Leon Denis, professor de Filosofia da rede estadual de ensino do Estado de São Paulo, co-autor do projeto Mens sana in corpore sano, pioneiro no ensino de Direito Animal e Veganismo em escolas públicas no Brasil.
Fonte: http://www.anda.jor.br/?p=38662

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Receita de Natal


Seja criativo, não resuma o Natal aos tradicionais Peru e Bacalhau.
Aqui fica uma sugestão amiga dos animais:


Entrada
Cubinhos de Tofu

Prato Principal
Seitan com Puré de Castanhas e Puré de Legumes
Salada de Rúcula e Pinhões

Sobremesa
Salada de frutas


ENTRADA - Cubinhos de Tofu

Ingredientes:

* tofu

para o "panado"

* 200 ml de leite de soja
* 1 colher de sopa de farinha de trigo
* 1 colher de sopa de farinha de soja
* 1 dente de alho esmagado
* 1 colher de sopa de levedura de cerveja
* salsa picada
* sal
* sementes de linhaça


Preparação da massa para panar:

Misture todos os ingredientes com a ajuda da batedeira. Deve ficar uma massa suficientemente espessa para aderir ao alimento a panar.

Preparação:

Passar os cubinhos pelo preparado e fritar em óleo, ou azeite, bem quente.
Colocar em papel absorvente. Eeee... :-p


PRATO PRINCIPAL - Seitan, puré de batata e legumes, puré de castanha e salada


Ingredientes:

* seitan
* alho
* cebola
* sal, louro, pimentão, azeite

* castanhas
* batata
* cebola
* cenoura
* nabo
* "natas" de soja
* sal, noz moscada


Preparação do Seitan:

Cortar o seitan em fatias.
Misturar numa taça/almofariz o azeite, os alhos, o piri-piri, .o pimentão e o louro, esmgar os ingredientes grosseiramente.
Regar o seitan com o preparado e deixar repousar durante 1h.
Assar em forno médio.

Preparação do Puré de Castanha:

Cozer as castanhas.
Triturar, temperar a gosto.

Preparação do Puré de Legumes:

Cozer as batatas, a cebola, a cenoura e o nabo.
( por exemplo: para 4 batatas médias 1/2 cebola, 1 cenoura e 1/2 nabo.)
Triturar todos os ingredientes, misturar as "natas" de soja e a noz moscada
Deve fazer isto em lume brando mexendo sempre.

Acompanhe com Salada Rúcula com Pinhões


SOBREMESA - Slada de Frutas

Campanha Solidária a Favor dos Animais


Ajude os Amigos dos Animais da Ilha Terceira


clique aqui e saiba como.

Não deixe de ajudar.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

sábado, 28 de novembro de 2009

Cá na Bélgica


Ainda não posso dizer com toda a certeza como as coisas funcionam cá na Bélgica mas posso contar com toda a certeza aquilo que vejo no dia a dia.

Estou a viver em Bruxelas e até agora tudo o que vi no que diz respeito ao tratamento dos animais faz-me sorrir.
Cá, todos os dias são centenas de pessoas a passearem os seus cães. Visivelmente bem tratados e educados.
Podem entrar em lojas, cafés, centros comerciais, metro, comboio, autocarro. Até agora vi um único sitio com uma placa onde não podem entrar. Um Hiper mercado onde cá fora há uma placa não a dizer "Proibido animais" como em Portugal mas sim "Espero aqui fora" com um espaço próprio para atrelar os animais.

Cá as pessoas vestem gabardinas aos cães quando está a chover ou casacos aos com pouco pêlo ou tosquiados.

Ainda não vi um único animal abandonado mas também não posso dizer que não existem porque não sei.
Sei que todas as lojas de animais por onde passei e entrei não vendiam animais, nem uma tartaruga. Se há loja que venda? É possível mas até agora não vi nada.

Outra coisa curiosa é o facto dos pedintes e sem abrigo terem todos um ou dois cães. No inicio desconfiei bastante de todos eles, pois os cães estava sempre muito sossegados enrolados em cobertores. Pensei que de algum modo pudessem estar presos para que ficassem quietos. Há dias não resisti em ir lá fazer festas e disfarçadamente tirar o cobertor. Não só não tinha nada a "prende-los"como tinha ração. Descansei!
É também de valor dizer que mesmo os cães cujos donos são aparentemente menos abastados parecem estar muito bem tratados, saudáveis e felizes.

Não espero que um dia em Portugal toda gente vista casacos nem gabardinas aos animais ou que os levem às compras mas sim que um dia tenham o mesmo respeito e carinho que parece haver por aqui.

Cassilda Pascoal

Experiências com Animais em Portugal


Em Portugal irá ser construído um Biotério (ver aqui).
Para levar o assunto a discussão à Assembleia da República são necessárias 4.000 assinaturas.

Contra o sofrimento a que estes seres serão sujeitos, havendo alternativas a este tipo de experiência, assine e ajude a divulgar.


Help Stop Animal Testing in Portugal
http://www.thepetitionsite.com/28/help-stop-animal-testing-in-portugal

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Vacada de São Martinho



A Câmara Municipal da Lagoa continua a apoiar a cultura e a contribuir para a educação dos cidadãos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

domingo, 1 de novembro de 2009

Projecto de Ajuda Alimentar Animal (PAAA


O Projecto de Ajuda Alimentar Animal (PAAA) foi criado para ajudar as muitas associações de animais existentes no nosso país. Fazem parte deste projecto, ainda pouco conhecido na Região, uma rede de voluntários de Portugal continental e ilhas. Tatiana Moniz, voluntária de São Miguel, em entrevista ao Açoriano Oriental, explicou que o objectivo do projecto é angariar alimentos para os animais, fazer campanhas de angariação de fundos, “distribuindo, por exemplo, pelos diversos estabelecimentos comerciais caixinhas para angariar dinheiro que depois é enviado para associações que estejam mais necessitadas”. Segundo Tatiana, não são apenas os canis que são abrangidos pelo projecto, “estão em questão os canis municipais que não têm ajudas propriamente grandes, cabe também às famílias de acolhimento temporário que vão buscar os animais ao canil para não serem abatidos e ainda às pessoas que guardam animais enquanto os donos não podem cuidar deles”. Para além dos bens alimentícios, as pessoas que estiverem interessadas em ajudar podem ainda “doar mantas, cobertores velhinhos que tenham em casa, blusinhas, cachecóis...são coisas que se pode deixar na Loja dos Arcos que é o único ponto de recolha da ajuda alimentar”, adianta Tatiana Moniz. Por outro lado, “se as pessoas quiserem dar o donativo a nível monetário podem deixá-lo na Loja dos Arcos, na lavandaria Ecosec, na Clínica do Paim, na Petshop, junto à escola Domingos Rebelo”, entre outros. De acordo com a voluntária, o projecto abrange todos os animais apesar de dar maioritariamente importância aos cães e gatos, pois “são esses animais que mais precisam de ajuda”. O projecto não tem fins lucrativos e não recebe nenhum tipo de apoio, dependendo da generosidade das pessoas. Tatiana Moniz disse que já tentaram fazer campanhas, para angariar alimentos, junto aos hipermercados, mas foram negadas. “Peço que as pessoas sejam mais sensíveis aos animais e pensem mais neles porque eles precisam muito de nós. São seres vivos que precisam de atenção e carinho”, realça a voluntária deste projecto.

Fonte:Açoriano Oriental, 1 de Novembro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Macacos, elefantes, leões e tigres proibidos nos circos


A exibição de animais nos circos tem os dias contados com a publicação de uma lei que proíbe a compra de novos macacos, elefantes, leões ou tigres e que impede a reprodução dos animais já detidos pelos circos.

A portaria 1226/2009, publicada hoje e que entra em vigor na terça-feira, divulga uma lista de espécies consideradas perigosas, pelo seu porte ou por serem venenosas, que só podem ser detidas por parques zoológicos, empresas de produção animal autorizadas e centros de recuperação de espécies apreendidas.

Os circos não fazem parte da lista de excepções, assim como as lojas de animais, que também ficam proibidas de vender cobras de grande porte ou venenosas, algumas aranhas ou lagartos.

Entre as espécies cuja detenção passa a ser proibida pela nova lei - excepto para os zoológicos e as entidades autorizadas - incluem-se todas as espécies de primatas, de ursos, de felinos (excepto o gato), otárias, focas, hipopótamos, pinguins ou crocodilos.

A proibição abrange ainda, na classe das aves, todas as avestruzes, e, na dos répteis, as tartarugas marinhas e as de couro, assim como serpentes, centopeias e escorpiões.

No preâmbulo do diploma, o Ministério do Ambiente justifica a nova lei com motivos relacionados com a conservação dessas espécies, com o bem-estar e saúde dos exemplares e também com a garantia de segurança, do bem-estar e da comodidade dos cidadãos "em função da perigosidade, efectiva ou potencial, inerente aos espécimes de algumas espécies utilizadas como animais de companhia".

A portaria ressalva a situação dos espécimes já detidos aquando da entrada em vigor da lei, na terça-feira, bem como dos híbridos dele resultantes, que devem ser registados no Instituto da Conservação da natureza e Biodiversidade (ICNB) no prazo de 90 dias.

Os detentores de espécimes das espécies listadas no diploma têm de ser maiores de idade e fazer o registo no ICNB.

O diploma determina ainda que não é "permitida a aquisição de novos exemplares nem a reprodução daqueles que possuam no momento do registo".


in Ionline

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Retirar o apoio do Bloco de Esquerda a Salvaterra de Magos


Depois da noticia de ontem sobre o "Rodeo" realizado em Salvaterra de Magos, única autarquia do Bloco (ver aqui), foi criada uma petição a pedir à Coordenação do Bloco de Esquerda que retire a confiança politica a Ana Cristina Ribeiro, candidata independente, aficcionada e defensora de touros de morte, com o apoio do Bloco.






Assine!
http://www.peticao.com.pt/ana-cristina-ribeiro





segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Cãominhada

Realizou-se ontem, 4 de Outubro, dia Mundial do Animal, a primeira Cãominhada em São Miguel.

A iniciativa partiu do colectivo de defesa dos direitos dos animais “Arquipélago dos Animais” com a colaboração da Câmara e Canil Municipal de Ponta Delgada.

A adesão à iniciativa superou as expectativas da organização, contando com cerca de 60 participantes de todas as idades.

Promover a adopção, proporcionar momentos de liberdade e interacção aos animais que se encontram confinados a um espaço pequeno durante dias, semanas e meses, sensibilizar para a protecção e o respeito pelos animais como seres sencientes são algumas das finalidades das Cãominhadas.

No final todos os envolvidos, organização e participantes, mostraram-se satisfeitos com o sucesso do evento, que com toda a certeza irá repetir-se muito em breve e estender-se a outros concelhos.


Aqui fica um cheirinho da manhã de ontem. Agradecemos a todos os que tornaram a 1ª Cãominhada possível. Encontramo-nos em breve!



(clicar em cima para aumentar)

domingo, 4 de outubro de 2009

No dia dos Animais



Clique na foto para ver a situação em que se encontram estes animais.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

I Cãominhada de São Miguel


“CÃOMINHADA” COM OS ANIMAIS DO CANIL MUNICIPAL DE PONTA DELGADA

O Canil Municipal de Ponta Delgada vai comemorar o Dia Internacional do Animal, que se celebra a 4 de Outubro, com uma iniciativa diferente, que recebeu o nome de “Cãominhada”. A iniciativa conjunta da Câmara de Ponta Delgada e de um grupo de cidadãos anónimos, tem como principal objectivo proporcionar momentos de liberdade aos cães que se encontram no Canil Municipal, mas também chamar a atenção para os direitos dos animais

Sendo assim, a “Cãominhada” consiste num passeio com os cães do Canil de Ponta Delgada, concedendo a estes animais alguns momentos de liberdade e interacção com as pessoas que estejam interessadas em colaborar nesta iniciativa, que pretende, também, promover a adopção de animais abandonados.

Além disso, pretende-se consciencializar as pessoas para o respeito pelos animais e chamar a atenção para os cuidados e para a protecção dos mesmos.

Assim, todos as pessoas que estiverem interessadas em participar nesta “Caominhada” poderão inscrever-se na página online da Câmara Municipal de Ponta Delgada, através do link http://cm-pontadelgada.azoresdigital.pt/Default.aspx?Module=Artigo&ID=793. A saída dos animais do Canil Municipal está marcada para as 09h30 do dia 4 de Outubro e a “Caominhada” será até ao parque de estacionamento do Estádio de São Miguel.

Participa, vem cãominhar também!

Inscreve-te aqui!


sábado, 26 de setembro de 2009

Neste Mês de Outubro Ajude a Salvar Cagarros



O cagarro é uma ave oceânica que vem a terra apenas durante a época de reprodução. Este período decorre entre Março e Outubro altura em que as crias já suficientemente desenvolvidas partem com os seus progenitores em direcção ao mar, dispersando-se pelo Oceano Atlântico e regressando apenas no próximo ano.

A sua partida realiza-se de noite e muitas delas são atraídas pelas luzes das nossas vilas e cidades, acabando por cair em terra e sendo-lhes neste caso impossível voltar a levantar voo se não forem ajudadas.

Sendo os Açores uma das zonas mais importantes no que respeita à reprodução dos cagarros é muito importante que um máximo de aves seja salva para que o nível populacional da espécie se mantenha.

Se encontrar durante o dia um cagarro devolva-o ao mar. Se o encontrar à noite recolha-o, de preferência numa caixa fechada (de papelão), não tente alimentá-lo e devolva-o ao mar logo na manhã seguinte.