sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A tauromaquia em progresso nos Açores

2012, ANO DE SUCESSO PARA A TAUROMAQUIA NOS AÇORES: PELO MENOS DOIS MORTES, UM NÚMERO DESCONHECIDO DE FERIDOS, MILHARES DE EUROS ESBANJADOS E A REVELAÇÃO DA INSENSATEZ E IGNORÂNCIA DE ALGUNS POLÍTICOS Acabada a época tauromáquica, é tempo de fazer um balanço preliminar, necessariamente muito incompleto, pois o que é transmitido pela comunicação social aficionada ou pelos “especialistas” em tortura animal, mais ou menos suave, é apenas a parte mais “cor-de-rosa” da impropriamente denominada festa dos touros. Esta época vai ficar marcada pelo desaparecimento de um jornal da Igreja Católica, A União, cujo diretor, o padre Marco Gomes, tomou partido pelo divertimento à custa do sofrimento dos touros e cavalos, tendo dado a voz aos adeptos das touradas, mesmo das mais cruéis e bárbaras, como as picadas e ignorado as associações que defendem os animais e que consideram anacrónicas as touradas ditas artísticas ou populares. Este ano, também, vai ficar marcado pela continuação da integração nos programas das festas religiosas de algumas freguesias da aberração que é a da tortura animal, vulgo touradas, vacadas ou afins. Tal acontece numa altura em que as paróquias passam por dificuldades e a diocese anda de rastos, de tal modo que vai despedir trabalhadores do órgão de comunicação social referido e de que é proprietária. Foi precisamente numa tourada integrada numa festa religiosa que na ilha do Pico, morreu (foi assassinado pela ignorância ou pela indústria tauromáquica) estupidamente uma pessoa. A propósito, para além daquela morte as touradas à corda também foram responsáveis pela morte de um homem, em São Bento, na Ilha Terceira, desconhecendo-se se houve mais alguma morte, pois mortes e feridos em touradas são mais do que segredo de estado. Tal como não há isenção jornalística (nalguns casos, interesse) para divulgar o número de mortes e de feridos em touradas, o hospital de Santo Espírito da Terceira, também dá uma ajuda preciosa à falta de transparência, não divulgando qualquer informação, mesmo quando solicitado para o efeito. Aproveitando a época de campanha eleitoral, a maioria dos políticos dos Açores, sem qualquer estatura moral para o exercício de qualquer cargo público ignorou o bárbaro “espetáculo” que podia ser cultural na era da escravatura humana mas que hoje é anacrónico ou, pior, pronunciou-se, revelando a sua ignorância ou a sua baixeza moral e ética. Limitando-me aos três partidos mais votados, diria que não vale a pena gastar o teclado do computador para escrever muitas linhas sobre o líder do CDS-PP pois o mesmo, como um dos votantes a favor da legalização da sorte de varas, é um adepto confesso da tortura em grau mais elevado. A líder do PSD foi uma surpresa desagradável para todos os simpatizantes do seu partido que acreditavam na sua compaixão para com os animais. Com efeito, numa declaração à RTP - Açores, a Drª Berta Cabral afirmou que aprendeu a gostar de touradas à corda, que não reconhece qualquer violência nessas touradas e foi mais longe ao dizer que a tourada à corda é uma brincadeira em que quem leva a melhor é o touro. Destas declarações posso concluir que a senhora ou não está bem informada ou virou fundamentalista. Com isto quero dizer que ela deve rejubilar sempre que uma pessoa vai para o cemitério ou quando alguém vai para ao hospital. Por outro lado, a ex-líder do PSD não sabe, ou finge não saber que, tal como os seres humanos, os touros têm a capacidade de sentirem sofrimento físico e psicológico e que na tourada à corda alguns touros também morrem, ficam feridos, ficam exaustos, sofrem susto e ansiedade. Se Berta Cabral surpreendeu alguns, Carlos César foi uma revelação, pois para além do elogio à tourada à corda, não se cansou de dar loas ao quinto touro (o álcool associado à tourada). Assim, foi por demais infeliz e afrontosa para todos os açorianos que acham injustificado o sofrimento animal para divertimento de uns poucos, por mais pequeno que seja, a seguinte afirmação: “Um açoriano que se preze gosta de tourada à corda”. Um vómito! Em termos de dinheiros públicos para a tauromaquia, em 2012, continuamos a não saber quanto dos nossos impostos continuou a ser usado para a alimentar a indústria da deseducação e do sofrimento animal. Mas, uma coisa é certa, a hipócrita da União Europeia continuou a financiar as touradas, com o argumento de que não se pronuncia sobre as práticas “culturais” de um país quando é capaz de impor regras para o tamanho dos pepinos e os governos e as autarquias continuam a financiar, direta ou indiretamente, através do apoio às festas locais, as touradas. Mesmo assim, não andaremos longe da verdade se dissermos que o dinheiro dos nossos impostos que foi transferido para aos bolsos de alguns terá no mínimo sido superior a quatrocentos mil euros. Manuel Oliveira 6 de Novembro de 2012 Boletim Terra Livre, nº 51, Novembro de 2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Pelos Animais

No Dia do Animal por uma nova política para os animais de companhia Há um século foram fundadas as primeiras associações de proteção dos animais dos Açores que tinham como preocupação principal combater o abandono e os maus tratos de que eram alvo os animais de companhia e lutar por melhores condições de existência para os animais de tiro, nomeadamente cavalos, bois e burros, que eram vítimas de maus tratos, trabalhavam mesmo doentes e em muitos casos eram mal alimentados. Desde então até hoje, muitos açorianos se têm dedicado à causa da proteção dos animais, sendo incompreensível como 34 anos depois de aprovada a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, na nossa região, como um pouco por todo o mundo, o flagelo do abandono e dos maus tratos aos animais de companhia não tenha sido erradicado. Hoje, 4 de Outubro de 2012, um conjunto de associações e coletivos dos Açores, consciente da crescente preocupação da sociedade face à proteção dos direitos dos animais, vem manifestar a sua concordância e apoio à petição “Por uma nova política para os animais de companhia” (*), que já conta com mais de 1000 (mil) subscritores. Assim, considerando também que a presença de animais de companhia no seio das famílias, desde que estas tenham condições para os ter, contribui para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e pode constituir um precioso instrumento de educação das crianças, vimos apelar para que seja: - Criada, pela Assembleia Legislativa Regional, legislação que promova uma política responsável para os animais de companhia, de forma a evitar o contínuo abate de animais abandonados nos canis municipais e baseada, por um lado, na esterilização dos animais errantes, como método mais eficaz do controlo das populações, e, por outro lado, na adoção responsável dos animais abandonados; - Criados acordos com as associações de proteção dos animais dos Açores devidamente legalizadas para a implementação a nível local das políticas de defesa dos animais; - Respeitada a memória de Alice Moderno, transformando o atual Hospital Veterinário Alice Moderno, em São Miguel, em hospital público, onde os animais temporariamente a cargo de associações de proteção ou de detentores com dificuldade ou incapacidade económica possam ter acesso a tratamentos, incluindo a esterilização, a preços simbólicos. Nas restantes ilhas, a função e propósitos do Hospital Alice Moderno deveria ficar a cargo de um Centro de Recolha Oficial. (*) http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N28493 Açores, 4 de Outubro de 2012 (Nome das Associações por ordem alfabética) Amigos dos Açores – Associação Ecológica Amigos do Calhau – Associação Ecológica Associação Açoreana de Proteção dos Animais Associação Cantinho dos Animais dos Açores Associação dos Amigos dos Animais da Ilha Graciosa Associação Faialense dos Amigos dos Animais CADEP-CN - Clube dos Amigos e Defensores do Património-Cultural e Natural de Santa Maria CAES – Coletivo Açoriano de Ecologia Social MCATA – Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia dos Açores

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

sábado, 25 de agosto de 2012

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Movimento Cívico Abolicionista da tauromaquia dos Açores


O MCTA convida todas as pessoas interessadas em acompanhar e apoiar todas as suas atividades a subscreverem o seu blogue e receberem todas as atualizações por-email

Para isto basta aceder a http://iniciativa-de-cidadaos.blogspot.pt/ e na barra lateral direita colocar o endereço em "acompanha o MCATA por e-mail" e carregar em "submit"

Vamos apoiar o Movimento do Rui


As touradas custam-nos a todos 16 Milhões de euros/ano.
Concorda que o seu dinheiro seja usado para manter esta actividade?

Se não concorda, registe-se no Portal do Governo
vá a este link:
http://www.portugal.gov.pt/pt/o-meu-movimento/ver-movimentos.aspx?m=1335

onde pode ler:

Os subscritores deste Movimento consideram injusto e imoral que os dinheiros públicos sejam utilizados na perpetuação das touradas em Portugal.
A realização de touradas em Portugal depende dos subsídios para a criação de touros e de diversos apoios das autarquias. Estes apoios custam anualmente ao Estado português cerca de 16 milhões € que podiam ser utilizados de forma mais útil e saudável.

E no final do texto carregue em APOIAR

sábado, 4 de agosto de 2012

Tourada em Santa Bárbara




NÃO FIQUE INDIFERENTE – AJUDE-NOS A TRAVAR A INVESTIDA DA INDÚSTRIA TAUROMÁQUICA EM SÃO MIGUEL (AÇORES)
Proteste contra a realização de uma tourada à corda em Santa Bárbara no próximo dia 11 de Agosto de 2012



Está prevista a realização de uma tourada à corda na freguesia de santa Bárbara, concelho da Ribeira Grande na Ilha de São Miguel, no próximo dia 11 de Agosto promovida pela Comissão de Festas, ligada à Igreja Católica.

Escreva ao sr. Bispo e ao Padre da Paróquia para impedir que o referido triste “espetáculo” se realize. Divulgue por todos os seus contatos.

Pode usar o texto abaixo ou personalizá-lo a seu gosto.



Bcc: acorianooriental@acorianooriental.pt,jornal@diariodosacores.pt, acoresmelhores@gmail.com, matp.acores@gmail.com, auniao@auniao.com, u@auniao.com, apacores@gmail.com, gbea@amigosdosacores.pt, cantinhoanimaisacores@hotmail.com,


Exmo. e Revmo. Senhor

Dom António de Sousa Braga


C/c: Pároco da Freguesia, Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Presidente da Assembleia Municipal da Ribeira Grande, Presidente da Junta de Freguesia



Tomei conhecimento através de uns cartazes que violam o disposto no Decreto Regulamentar n.º 62/91, de 29 de novembro, no que se refere à publicidade dos chamados “espetáculos tauromáquicos”, que promovida pela Comissão de Festas, vai realizar-se, no próximo dia 11 de Agosto, uma tourada à corda na freguesia de Santa Bárbara, concelho da Ribeira Grande.
Considerando que a Igreja Católica deveria ter uma posição clara de oposição às touradas, que foram condenadas e proibidas pelo Papa Pio V, que as considerava como espetáculos alheios de caridade cristã;

Considerando que as touradas em nada contribuem para educar os cidadãos e cidadãs para o respeito aos animais, além de causarem sofrimento aos mesmos e porem em risco a vida das pessoas;

Considerando que entre a população local há paroquianos que estão descontentes com o uso das suas contribuições para fins que em nada servem para a elevação moral e ética dos habitantes de Santa Bárbara;

Considerando que a Igreja (e as comissões a ela associadas) não pode violar as leis em vigor;

Vimos apelar a V. Revª para que intervenha junto de quem de direito para que a referida tourada não se realize.

Atentamente

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Ilegalidade e imoralidade nas touradas



Exmo. Sr. Diretor Regional da Cultura,

Atendendo às numerosas informações existentes de que crianças de menos de 6 anos assistem frequentemente a espectáculos tauromáquicos na Praça de Touros da Ilha Terceira.

Atendendo a que no âmbito das recentes festas Sanjoaninas de 2012, realizadas em Angra do Heroísmo, foram publicadas numerosas imagens (ver anexo) onde é notória a presença de crianças menores de 6 anos nas três corridas de touros realizadas nos dias 24, 25 e 26 de Junho na Praça de Touros da Ilha Terceira.

Atendendo a que também no âmbito das referidas festas Sanjoaninas de 2012 foi realizada no dia 27 de Junho uma “bezerrada” anunciada como “Espectáculo para crianças e idosos” na mesma Praça de Touros da Ilha Terceira, onde foi evidente a presença de crianças menores de 6 anos (ver anexo), sendo ainda este espectáculo de características semelhantes àquelas de qualquer espectáculo tauromáquico habitual, com animais a serem sujeitos a práticas violentas e derramamento de sangue.

Atendendo a que dessa mesma “bezerrada” do dia 27 de Junho existem imagens de  crianças a participar activamente no espectáculo, aparentemente na qualidade de “toureiros” amadores ou profissionais, e em contacto directo com os touros.

Considerando que a idade mínima para assistir aos espectáculos tauromáquicos é de 6 anos nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do DL n.º 386/82, de 21 de Setembro,
na alteração que lhe foi conferida pelo DL n.º 116/83, de 24 Fevereiro. E sendo que nos termos da alínea a) do artigo 3.º do mesmo diploma, os menores de 3 anos não podem assistir a quaisquer divertimentos ou espectáculos públicos.

Considerando que a violação de tal norma é punível como contra-ordenação nos termos do artigo 27.º (sendo a responsabilidade imputada ao promotor do espectáculo), com  coima de € 50,00 a € 125,00 por cada menor, sendo que no caso de reincidências os valores são elevados ao dobro, e 2.ª e ulteriores reincidências ao triplo (cfr artigo 29.º).

Considerando a deliberação da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco, adoptada na sua reunião de 14 de Julho de 2009, em relação ao n.º 3 do artigo
139.º da Lei n.º 35/2004, de 29 de Julho, sobre actividades permitidas ou proibidas, deliberação que considera que os animais utilizáveis em espectáculos tauromáquicos, independentemente do seu peso, apresentam características de ferocidade/agressividade,
inerentes à natureza do espectáculo, que podem colocar em perigo crianças ou jovens.

Solicitamos que V. Exa. e a sua Direcção Regional tomem as devidas medidas para apurar as responsabilidades de todos os factos relatados, punir os culpados e impedir que a legalidade volte a ser posta em causa no futuro.

Agradeceremos igualmente comunicação sobre os passos dados por V. Exa. neste sentido.

Atentamente,

Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores
Ver fotografias aqui:





quinta-feira, 14 de junho de 2012

Vacada na Ribeira Grande? Diz Não!

 
Está programada uma vacada para o próximo dia 16 de Junho, no Campo de Futebol da Freguesia de Santa Bárbara, concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel – Açores.

Escreva à Câmara Municipal da Ribeira Grande e à Junta de Freguesia de Santa Bárbara a lamentar a ocorrência deste triste “espetáculo” para o qual deram o seu o apoio e a solicitar a retirada do mesmo ou seu cancelamento.
Pode usar o texto abaixo ou personalizá-lo a seu gosto.


Ex. Senhor Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande
Ex. Senhor Presidente da Assembleia Municipal da Ribeira Grande
Ex. Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Santa Bárbara
 

Tomei conhecimento de que se irá realizar na Freguesia de Santa Bárbara, no próximo dia 16 de Junho, uma vacada e venho por este meio manifestar o meu total repúdio por tal acontecimento!

Bem sei que quem o faz e permite normalmente fá-lo por motivos lúdicos e que neles encontra justificação, como a tradição e divertimento. Não há tradição ou divertimento que justifiquem o sofrimento e maus tratos a um animal, seja uma tourada, uma vacada, um circo, um parque ou jardim zoológico.
Como pessoas com um grau de instrução elevado, julgávamos que teriam a criatividade e o bom senso de, em vez de apoiar um pseudo espectáculo que torna as pessoas mais insensíveis ao sofrimento dos animais e das próprias pessoas, socorrerem-se de outros meios que pudessem aliar o divertimento à formação cultural e cívica da população local
Embora com pouca esperança em sermos atendidos, vimos apelar a V. Exas. para que voltem atrás na sua intenção e usem o dinheiro em causa para apoiar uma ou várias instituições ou instituir bolsas de estudo destinadas a jovens do concelho da Ribeira Grande.

Nome


Desaparecido

Desapareceu no dia 11 de Junho, no Pico da Pedra (São Miguel). Caso seja encontrado, por favor contacte: Valdemar Teles (tlm 916039027) ou acoresmelhores@gmail.com.

terça-feira, 15 de maio de 2012

inquérito jornal i


Na página do jornal decorre o inquérito sobre o fim das touradas em Portugal. Para que não restem dúvidas, vai a ionline.pt e vota, do lado direito.




segunda-feira, 7 de maio de 2012

Movimento Pelo Fim das Corridas de touros é recebido amanhã por Passos Coelho



Pedro Passos Coelho vai receber esta terça-feira, pelas 17h00, Sérgio Caetano, que irá apresentar o movimento Abolição das Corridas de Touros, o mais votado no portal de Internet do Governo.

“Vai ser um dia histórico”, disse ao P3 o jornalista e membro da associação SOS Rio Paiva, que em Janeiro viu uma porta aberta, uma “oportunidade excelente” para levar até junto do primeiro-ministro uma “mensagem inequívoca”: “A maioria dos portugueses não gosta e quer ver abolidos estes espectáculos”.

São passos que já deviam ter sido dados há muito tempo”, sublinha Sérgio Caetano. “Temos que nos adaptar ao século XXI. A industria tauromáquica beneficia de regalias e de excepções legais injustas. Não podemos manter este negócio. É isto que quero mostrar ao primeiro-ministro”.

A votação O Meu Movimento no portal do Governo contou com a participação de mais de 16 mil pessoas em 1008 causas nas mais diversas áreas — o segundo movimento mais votado defende a disciplina Educação Visual e Tecnológica — sendo que mais de metade votou no movimento de Sérgio.

“Tenho recebido muitas mensagens de gente entusiasmada e com vontade de demonstrar que somos a maioria. Disso não tenho a menor dúvida. Se for preciso fazer um referendo, faço já”, sublinha o promotor do movimento.


O sofrimento existe
“Sei que as pessoas não vão para as touradas aplaudir o sofrimento dos animais, mas a grande maioria dos adeptos desses espectáculos está tão habituada que já é insensível a esse sofrimento. É uma questão de educação e de formação cultural. Não podemos negar que o sofrimento existe”.

Sérgio Caetano assegura que aquilo que se passa em Portugal “é incrível”. “Os animais não são logo abatidos, não são assistidos por veterinários depois das touradas e muitos ficam dois dias em agonia dentro de camiões sem espaço e sem água para beber porque os matadouros estão fechados ao fim-de-semana”.

“Não é aceitável que a nossa sociedade em 2012 continue a aplaudir o derramamento de sangue e o desprezo pela vida evidenciado pelos artistas nas arenas, assim como não é admissível que no panorama actual, vários milhões de euros das nossas finanças públicas, sejam canalizados para a criação de animais para entretenimento, construção de praças de touros, aquisição de bilhetes para touradas, subsídios, etc”, pode ler-se na apresentação do movimento.

Desconhece-se a posição de Pedro Passos Coelho nesta matéria, mas a proibição das touradas teve já um "chumbo" este ano no Parlamento quando uma petição pelo fim das touradas chegou a ser debatida em plenário.

 fonte: P3

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Contra as bestas, pelos animais.

"Nunca aceitei dar a cara por uma campanha mas, desta vez, vou bater-me pelos bichos, que são mais que ser vivos."

Por: Rodrigo Guedes de Carvalho
12/04/2012



Em tempo de crise, tenho pena de não poder fazer publicidade para reforçar o mealheiro... Estou a brincar.
Apesar de achar, como já aqui o disse, que os jornalistas arranjam ligações muito mais dúbias como assessores, isso não me leva a admitir que possamos fazer publicidade. Ainda recebi um convite aqui e ali, mas com o tempo as empresas percebem que estamos proibidos pelo nosso código deontológico. Mas há um outro tipo de convites, que muitos julgam não ter a ver com publicidade, o que nuns casos é verdade, noutros, nem por isso... Refiro-me ao que vulgarmente se chama “campanhas”, sempre com uma face muito humanitária, sem ligações a partidos, clubes ou facções, sempre coisas muito politicamente correctas. Como beber um copo de leite, sorrir para a câmara e aconselhar as pessoas a prevenirem a osteoporose, ou ser filmado, sempre sorridente, a empacotar latas de atum e pacotes de arroz, pedindo às pessoas mais donativos para um qualquer banco alimentar contra a fome. Não recebi muitos convites destes, mas os suficientes para poder dizer que nem a isso estou disposto. Não é uma questão de afirmação de algo, é mesmo feitio. Não gosto de me expor mais do que já me exponho (por inerência de funções...), e ao contrário de muita “figura pública”, que gosta de aparecer porque isso lhe permite aparecer mais e mais vezes, o que “apareço” chega e sobra-me. Mas, aqui chegados, eis que informo que vou dar a cara por uma campanha. Contradição? Talvez, você julgará, depois de me explicar. Aceitei o convite para fazer parte de um vídeo que pretende reforçar a sensibilização da classe política que faz leis. Aceitei porque se trata de mudar (tentar mudar) a legislação absurda que, em Portugal, equipara os animais a objectos ou coisas. Não me vou alongar muito sobre o assunto, até porque me parece daqueles tão óbvios que não percebo porque têm sequer discussão. E é precisamente isto, e apenas isto que direi. Que, com quase 50 anos de idade (e portanto, pouca paciência), e mais de 25 de jornalismo, posso afirmar que o meu entendimento das coisas se baseia em factos, mais do que ideias ou outras subjectividades. E os factos são claros e gritantes. Os animais não podem ser equiparados a objectos porque... porque... não são objectos. Será tão difícil perceber? Será difícil perceber que não podem ser coisas se têm coração, sangue em veias e artérias, olhos para ver, mais todos os sentidos que nós temos, e que sentem fome, e sede, e medo, e solidão, e saudades? E que não só são seres vivos como nós, como nos ensinam tanta coisa que esquecemos depressa na nossa vida calculista, como dar incondicionalmente, sem saber o que receberão. E por isso, por estas coisas tão simples, vou juntar a minha voz aos que querem lembrar aos responsáveis do País as coisas mais elementares. Faço--o para ajudar a “causa”, mas faço-o também por mim, pela minha “imagem”, quero, neste caso, que não restem dúvidas a ninguém sobre a minha posição na matéria. Quero que seja claro que defendo e defenderei sempre os animais, as vítimas mais fáceis e indefesas da bestialidade de que somos capazes. Quero pedir à classe política que nos mostre, com uma nova lei, que não pactuará mais com abandonos selvagens (de facto, como se os bichos fossem coisas que se deitam para o lixo...), nem com mau tratos abjectos e gratuitos. E que quem o fizer enfrentará uma punição. E não me venham, por favor, como já ouvi, dizer-me que “em tempo de crise” a questão da defesa dos animais é uma questão “menor”. Os tempos de crise têm costas largas, quando se quer. Mas, precisamente, os tempos de crise não são, seguramente, apenas financeiros. São tempos de crise civilizacional, moral, educacional. Repare que na base da “crise” estiveram, como hoje todos sabemos, homens e mulheres que demonstraram falta de honra e dignidade, com as suas falcatruas, as suas fraudes, gastos faraónicos em nome da ganância e da ambição medíocre, negociatas a favorecer amigos, obras que não servem para nada pagas com o dinheiro dos nosso impostos, um desvario que foi originando pequeninos buracos, que depois formaram uma bola de neve, e depois um tsunami de dívidas que invadiu um país, depois, outro, e é hoje uma doença mundial. O dinheiro não tem vontade, não se mexe sozinho. Fomos nós que rolámos os dados assim. Foi a falta de solidez moral que levou à crise.
Por isso, sim, a questão dos animais não só não é menor, como seria uma boa oportunidade para se começar a gerir povos com os princípios simples da defesa dos mais desprotegidos contra a lei selvagem do mais forte. Se pensar bem, aplica-se a tanta coisa...




segunda-feira, 2 de abril de 2012

Apelo de Participação e Divulgação


A petição pelo fim dos subsídios públicos à tauromaquia nos Açores conta já com quase 1500 assinaturas! Vamos ajudar a divulgar!


Por mais cidadania e menos tauromaquia, lê e assina aqui!





domingo, 25 de março de 2012

CDU apresentou Voto de Protesto contra Sorte de Varas. Parlamento Regional rejeitou

Depois de um pedido de esclarecimento subscrito por 100 cidadãos, enviado à Assembleia, Governo Regional e Grupos Parlamentares sobre a realização de uma Sorte de Varas, a CDU apresentou no passado 22 de Março um Voto de Protesto rejeitado pela Assembleia.


O Voto foi rejeitado com 27 votos contra do PS, 18 do PSD (todos), 3 do CDS
e 1 do PPM.
Absteve-se 1 deputado do PS e 2 do CDS. Os votos a favor foram os da bancada do BE e do PCP.

Governo, PS e PSD lavaram as mãos alegando que a prática ilegal não aconteceu no âmbito do fórum, foi em espaço e com audiência privada e, tratou-se não de uma tourada, mas sim de uma "tenta", prática de selecção de animais, alegadamente legal.


Voto de Protesto

"Notícias e imagens recentemente vindas a público comprovam a realização de uma tourada picada no âmbito do “II Fórum da Cultura Taurina”, realizado no passado mês de Janeiro na ilha Terceira, tratando-se, de uma evidente, deliberada e consciente violação da Lei 92/95 de 12 de Setembro, que proíbe a denominada sorte de varas, um facto que é tanto mais grave quanto se enquadrou numa iniciativa apoiada por fundos públicos.

Não tem qualquer sentido a argumentação apresentada pelos promotores de que se tratou de um evento de natureza privada, pois a sua publicitação como um dos eventos do Fórum, bem como a própria denominação que recebeu de “tenta pública”, contrariam claramente esta ideia. Igualmente, a mencionada lei 92/95 concerne à proteção dos animais, independentemente da natureza pública ou privada dos espetáculos. Mas poder-se-ia ainda acrescentar que, se o Fórum da Cultura Taurina efetivamente se tratou de uma iniciativa de natureza privada, não faria qualquer sentido que fosse recetor de apoios públicos, como efetivamente sucedeu.

Perante o que foi objetivamente uma ação de natureza ilegal, utilizando de forma ilegítima os apoios públicos recebidos, importa que as autoridades regionais, e nomeadamente o departamento governamental
competente, atuem com celeridade dentro das suas competências, no sentido da instauração do respetivo processo contraordenacional.

Tal não apaga, no entanto, a necessidade de assinalar, no campo político, a maneira como os promotores usaram de má-fé, pretendendo e efetivamente conseguindo que a Região financiasse um espetáculo ilegal, que não há muito tempo, foi uma vez mais rejeitado por esta Assembleia como estranho e mesmo hostil aos costumes e tradições genuinamente açorianas,

Assim, a Representação Parlamentar do PCP Açores propõe à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores a aprovação do seguinte Voto de Protesto:

A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores protesta contra a realização de um espetáculo tauromáquico, no âmbito do “II Fórum da Cultura Taurina”, envolvendo a prática da denominada “sorte de varas”, no que foi uma atuação claramente ilegal e contrária às tradições genuinamente açorianas, circunstância que é agravada pelo facto de este Fórum ter sido apoiado por financiamento público e demonstradora, por parte dos seus organizadores, de uma profunda má-fé e desrespeito pela legislação em vigor na Região Autónoma dos Açores.

O Deputado do PCP Açores
Aníbal Pires"

sexta-feira, 16 de março de 2012

Panamá na Vanguarda da Protecção Animal?

15 de Março de 2012 é um dia histórico e exemplar para a defesa e respeito pelos animais.
O Panamá aprovou um projecto-lei que visa acabar e punir os maus-tratos a animais, o abandono e actos de crueldade infligidos a animais domésticos.



"Ficam proibidas as lutas de cães, as corridas com animais, as touradas à portuguesa e espanholas, a criação, entrada, permanência e funcionamento em território nacional de todo o tipo de espectáculo circense que utilize animais amestrados de qualquer espécie."






Mais uma vez, é da América Latina, a quem os ocidentais chamam terceiro mundista por não viverem debaixo de um modo de produção capitalista, que vêm as medidas mais reformistas e que mais dignificam a humanidade na sua relação com animais-não-humanos.




domingo, 11 de março de 2012

Violência como Património Cultural Português? Não, Obrigad@.

Está a circular a seguinte petição, assine por favor:





Exmo. Senhor Dr. Elísio Summavielle,
Digníssimo Director-Geral do Património Cultural,

Excelência,

Tive conhecimento de que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira se prepara para candidatar os seus festejos tauromáquicos ao Inventário Nacional do Património Cultural e Imaterial (INPCI) de Portugal. A tauromaquia é uma actividade que apenas subsiste em 9 países do mundo, sendo que cada vez mais cidades e vilas - e até mesmo regiões -, se declararam e vão declarando livres desta prática. É com pesar que vejo o meu país a tentar andar no sentido inverso ao do resto do mundo, que cada vez mais se apercebe que, à parte de quaisquer gostos pessoais, há actividades que não conseguirão manter-se por muito mais tempo, dada a contestação social que enfrentam, e que é baseada em pressupostos morais que já não podem ser ignorados.

De acordo com um extenso estudo elaborado em 2007 pelo CIES-ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (http://www.animal.org.pt/pdf/Valores_e_Atitudes_face_a_Proteccao_dos_Animais_em_Portugal.pdf ), a maioria dos portugueses não só rejeita a tauromaquia, como também quer as touradas proibidas por lei em Portugal. A vontade da população portuguesa não pode ser posta de lado, e não pode compadecer-se das paixões e interesses de lobbies locais e regionais.

Assim, venho pedir a V. Exa. se digne considerar o meu pedido, e não permita que a tauromaquia conste do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial de Portugal.


Muito respeitosamente,
de V. Exa,


Os signatários


Assinar AQUI


sábado, 10 de março de 2012

Fim dos subsídios públicos à tauromaquia

Ontem, dia 9 de Março,

1. Tiago Mesquita, denunciou no Jornal Expresso, os escandalosos subsídios públicos à tauromaquia em Portugal Continental e nos Açores.
Andam a brincar às touradas com o nosso dinheiro
"Outro exemplo asqueroso: entre 2004 e 2010 o Governo Regional do Açores, o Município de Angra do Heroísmo e a empresa municipal "Culturanga" gastaram mais de 2.600.000,00 euros em apoios à tauromaquia.
Já em 2012 a Direção Regional do Turismo subsidiou o II Fórum Mundial Taurino com 75.000,00 euros. Sim - 2012 - o annus horribilis da nossa economia, com milhares de pessoas a passarem dificuldades extremas, desempregadas, a perderem a casa, os bens e a esperança, atoladas em dividas num desespero asfixiante. Mas para as touradas não pode faltar, não. Nunca."




2. Bloco de Esquerda quer o fim dos apoios públicos à tauromaquia e fim da transmissão de tauromaquia em canais de serviço público
"Porque é o serviço público de televisão e, naturalmente, quando falamos de exigências éticas, de padrões éticos de sociedade, as exigências para com o serviço público são naturalmente maiores, é isso também que define o serviço público", disse a deputada Catarina Martins

Carta Aberta a Gabriela Canavilhas

MOVIMENTO INTERNACIONAL ANTI-TOURADAS

INTERNATIONAL MOVEMENT AGAINST BULLFIGHTS

MOVIMIENTO INTERNACIONAL ANTITAURINO

MOUVEMENT INTERNATIONAL ANTI CORRIDAS

www.iwab.org

IMAB@iwab.org


Exma. Senhora Deputada,


Aquando das suas declarações, em representação do grupo parlamentar do PS, relativamente à discussão da petição pela Abolição das Corridas deTouros em Portugal, foi proferida por si uma frase que consideramos espantosa. Se a memória não nos engana, a senhora afirmou e passamos a citar: "As touradas não foram instituídas nem por decreto nem por despacho e não devem ser abolidas nem por decreto nem por despacho". Astouradas não foram instituídas por decreto ou por despacho assim comomuitas outras actividades não o foram, no entanto a crer nos historiadores deste país, as touradas mesmo não tendo sido instituídas por decreto ou por despacho foram proíbidas por decretono reinado de D. Maria II.

O decreto do Governo de Passos Manuel (de 19/IX/1836) proibiu "em todo o reino as corridas de touros considerando que são um divertimento bárbaro e impróprio de nações civilizadas, e bem assim que semelhantes espectáculos servem unicamente para habituar os homens ao crime e à ferocidade".


A história está cheia de costumes/tradições (direito consuetudinário) que não foram instituídos por decretos, mas que foram proíbidos pordecreto/despacho. O que ontem era aceitável mesmo sem lei, hoje não o é e por isso temque ser proíbido ou regulado por lei.

É comum a afirmação que as mulheres são seres mais sensíveis aocontrário dos homens. Não vamos discutir se tal afirmação é ou não veraz, no entanto podemos afirmar que no que a si respeita, a senhora não demonstra qualquer sensibilidade ou empatia quando se trata de outros seres que sofrem tal como nós. A sua frieza e o seu comportamento provam que a senhora não sente o mínimo de compaixão por ninguém. Não se sinta orgulhosa do seu discurso no parlamento porque se os taurófilos o consideram brilhante e já agora nas palavras deles leal, todas as outras pessoas sensíveis e empáticas consideram-no patético e desprezível. A senhora não foi eleita para defender os interesses de uma minoria, neste caso os taurófilos, mas sim para defender os interesses da maioria dos seus eleitores. Será que aqueles que a elegeram defendem touradas? Uma minoria talvez. Mas teria a senhora sido eleita se fosse isso que tivesse para lhes oferecer? Temos a certeza que ninguém a elegiria se soubesse que a senhora iria defender o indefensável.


As suas declarações são falaciosas quando afirma que a tauromaquia não recebe subsídios e é totalmente independente do Estado e são vergonhosas quando fala em liberdade e tolerância. A indústria tauromáquica recebe milhões de subsídios dos organismos públicos destepaís e da UE e não adianta negar. Como exemplo o Governo Regional dos Açores entregou entre 2004 e 2010 mais de 2.700.000,00 milhões de euros a essa mesma indústria. É algo que a senhora deverá saber uma vez que foi entre 2008 e 2009 directora geral da cultura do Governo Regional dos Açores. Quanto à liberdade e tolerância que liberdade minha senhora? A liberdade de uns quantos se regozijarem com a torturade um ser senciente? A tolerância de continuar a permitir um espectáculo que permite a tortura de animais? Minha senhora a sua liberdade e tolerância terminam no momento em que outro ser é impedidode ter a liberdade de não ser torturado.


Todos os animais à face deste planeta, não são objectos dos quais podemos dispôr a nosso beloprazer. Com eles compartilhamos este espaço e para com eles temos deveres e sim eles têm direitos por mais que seres supostamente iluminados como a senhora continuem a negá-los. Têm o direito decoexistir connosco e têm o direito a não ser torturados eposteriormente mortos num espectáculo público degradante.


O seu discurso é de facto leal ao lobby tauromáquico mas é imoral e totalmente desprovido de ética .Nunca é tarde para mudar mas algumas pessoas, como a senhora, persistem em viver no obscurantismo.


Maria Lopes (Coordenadora)

Movimento Internacional Anti-Touradas

www.iwab.org




Gabriela Canavilhas




sexta-feira, 9 de março de 2012

da Ilha Terceira, com coragem!

Governo Regional desrespeita Assembleia Regional?

Carta enviada aos Grupos Parlamentares da Assembleia Regional, assinada por 100 cidadãos e cidadãs

Sua Excelência Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores,
Suas Excelências Presidentes dos Grupos Parlamentares e Representantes Parlamentares,

A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores decidiu no dia 14 de Maio de 2009 rejeitar a introdução nos Açores da chamada “sorte de varas” nos espectáculos tauromáquicos realizados na Região, prática que no caso de ser permitida viria aumentar barbaramente o sofrimento e os maus tratos aplicados aos touros e cavalos obrigados a participar em tais espectáculos.

Considerando esta decisão, muito nos surpreendeu ver no âmbito do chamado “II Fórum da Cultura Taurina”, decorrido na ilha Terceira entre os dias 25 e 28 de Janeiro e financiado pelo Governo Regional numa quantia no valor de 75.000 €, a realização dum espectáculo tauromáquico no dia 28 de Janeiro denominado pela organização como “Tenta pública na Praça da Ilha Terceira”.

Só recentemente nos foi dada a oportunidade de ver fotografias do referido espectáculo e perceber a autêntica natureza e características deste evento. Estas fotografias (anexadas) mostram claramente touros e cavalos a serem utilizados na prática da referida “sorte de varas”.

Perante aquilo que consideramos um profundo desrespeito às decisões tomadas pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, solicitamos à Presidência da Assembleia e aos Presidentes dos Grupos Parlamentares que:

- Emitam um comunicado manifestando a sua posição oficial sobre este acto ilegal e de desrespeito à decisão tomada pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e pelos seus deputados ao proibir a introdução da “sorte de varas” nos Açores;

- Exijam uma explicação pública ao Governo Regional, órgão executivo, por ter financiado uma prática ilegal, desrespeitando uma deliberação da Assembleia Regional.

- Tomem as medidas pertinentes para que situações como estas não se voltem a repetir, e com a agravante de serem financiadas pelo dinheiro dos contribuintes.

Atentamente,
pelos cidadãos e cidadãs,
(...)


Rostos a Não Esquecer:
Deputados e deputadas que em 2009 tentaram introduzir a Sorte de Varas nos Açores

Publicidade longe de Crueldade


Por favor, envie a mensagem abaixo sugerida, ou outra da sua autoria, para os endereços indicados, por forma a que seja exercida alguma pressão sobre as agencias que planificam, para os principais anunciantes, as inserções de publicidade na televisão, e a que seja igualmente exercida pressão sobre a RTP1, TVI e SIC, cujos endereços estão em Cc. Se não houver interessados em anunciar nos blocos publicitários das touradas, haverá menos interesse na emissão destas, e a indústria tauromáquica sairá a perder.


Para:

info.portugal@carat.com,jose.cardoso@mecglobal.com,info.pt@omd.com,arena.portugal@arena-media.com.pt,zo@zenithoptimedia.pt,tomas.gonzalez-quijano@mindshareworld.com,portugal@mediacom.com,smglisboa@smgiberia.com.pt,info.lisboa@brandconnection.com,executive@executive-media.pt,media@novaexpressao.pt,antonio.duarte@maxusglobal.com,info.pt@phdnetwork.com,info.lisboa@umww.com,pedro.loureiro@mediagate.pt,alberto.rui@pt.initiative.com

Cc:

apan@apan.pt,apap@apap.co.pt,info@appm.pt,acmedia@acmedia.pt,dir.comercial@rtp.pt,conselho.opiniao@rtp.pt,direccao.comercial@tvi.pt,aesteves@mediacapital.pt,mcarvalho@sic.pt,atendimento@sic.pt,marinhenses.antitouradas@gmail.com


Assunto (exemplo): Publicidade Longe da Crueldade


-------Mensagem sugerida--------


Exmos. Srs.,

Venho comunicar-vos o seguinte: não mais consumirei/utilizarei produtos/marcas/serviços doravante promovidos na televisão generalista no decurso de touradas, suas interrupções ou intervalos imediatamente anteriores ao inicio das suas emissões; tal como, não mais contribuirei para o aumento das vendas de qualquer organização que, de algum modo, promova o seu nome, marca ou imagem nesses mesmos espaços/blocos de publicidade. Guiar-me-ei por campanhas - contra essas marcas - que sei que vão ser postas em marcha e que tenciono divulgar nas redes sociais em que estou presente, por e-mail etc.


Considero inadmissível que a RTP1, canal público de televisão, transmita corridas de touros, desvalorizando a violência gratuita que lhes está associada e a impar contestação social de que são alvo. Não consigo imaginar o que poderá levar qualquer outro canal de sinal aberto a substituir programas habituais por outros, cruéis, de menor audiência. Espero que os anunciantes passem a dissociar-se totalmente da indústria tauromáquica, não a beneficiando, nem mesmo de forma indireta, havendo, nesse sentido, um cuidado especial em todas as operações relacionadas, quer com a escolha dos programas a patrocinar (se aplicável), quer com a dos dias e blocos pretendidos para a difusão dos seus spots publicitários.


Na certeza de que a V/ agência dará a devida atenção a esta minha mensagem e desempenhará o seu papel de forma a continuar a contribuir positivamente e o mais possível para o sucesso dos seus clientes,


Com os melhores cumprimentos,

(Nome)



Fonte: http://mgranti-touradas.blogspot.com/2012/03/publicidade-longe-da-crueldade-envio-de.html

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Açores: a Natureza Viva, com respingos de Sangue!

O II Fórum Taurino, realizado no final do mês de Janeiro, começou e acabou sobre onda de protestos de natureza variada.

Naturalmente houve legitimidade para agir pela defesa, respeito e bem-estar dos animais como foi o caso da ANIMAL (ler aqui) e do PAN (ler aqui).
Houve ainda contestação de grupos de cidadãos perante uso de dinheiros públicos, ao qual este blog se associou (ler aqui e aqui).
Também agentes culturais manifestaram-se contra os apoios financeiros da Direcção Regional da Cultura e Direcção Regional do Turismo a práticas que envolvam sofrimento animal (ver aqui).
Ainda houve quem mostrasse indignação perante a diferença de apoio do Governo Regional a um Forum Taurino (75 mil euros) e às Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres (28 mil euros), tendo em conta que a dinamização social, cultural, turística e económica é infinitamente superior (ler aqui).
Forças partidárias como "Os Verdes" não quiseram deixaram passar o acontecimento em silêncio (ler aqui).
Por fim, mas não certamente o último, também um Médico Veterinário manifestou o seu desagrado perante a realização do dito Fórum (ler aqui).

Mas perante tanto protesto, afinal quais foram as reacções? Uma trapalhice total, pode-se dizer!

Comecemos pelas Cartas de Protesto.
As Cartas de Protesto enviadas ao Governo Regional, com o conhecimento da Assembleia Regional, deram azo a memoráveis trapalhices da própria Assembleia e de alguns deputados.
A Assembleia decidiu tornar Cartas em Petição. Ora, até hoje questiona-se a legitimidade da Assembleia em pegar em algo, que não é dirigido aquele órgão, e transformar no que lhe apetece.
Não satisfeitos, alguns deputados como Berto Messias PS (ler aqui), Catarina Furtado (PS) e mais tarde António Ventura (PSD), decidiram lançar foguetes e fazerem a festa sozinhos, com histórias mal contadas de petições e pedidos para ouvir hipotéticos peticionários (ver noticia aqui).

Num acto cívico e de boa vontade, alguns cidadãos empenharam-se em esclarecer à Assembleia e eventuais parlamentares com dúvidas, que não existia petição e que as Cartas foram dirigidas ao Governo Regional, desconhecendo-se também a intenção da Assembleia a ouvir A ou B (ler aqui e aqui).
Semanas depois, lá a Assembleia acabou por assumir a inexistência da tão mediática petição (ver imagem 1).

Entretanto decorreu o dito Fórum (cuja língua mais falada foi o Espanhol) tendo-se tornado, lamentavelmente, num espaço de onde saíram ataques a cidadãos que fazem uso do seu direito à participação e protesto social (ver imagem 2). Independentemente das razões pelas quais cada um se manifestou contra a realização do Fórum, foram todos apelidados de "anti-taurinos" (ler aqui).
Do continente, em desespero de causa, as pessoas que vivem à custa da tourada saíam em defesa do negócio nos Açores, afirmando que a tauromaquia não recebem qualquer subsidio do Estado (ler aqui).

Na televisão, num programa de Opinião Pública (Estação de Serviço) o defensor da tauromaquia, Maurício do Vale, fundamentava os seus argumentos com base num estudo feito pelo Professor Illera que diz que os touros sofrem menos, até ser confrontado com uma telespectadora angrense que relembra-o do facto da comunidade cientifica nunca ter validado e aceite o tal estudo (referência aqui), tendo terminado ali qualquer outra hipótese de defesa da tauromaquia com base em argumentos científicos.
Numa outra tentativa desesperada de defender a Tauromaquia, um médico veterinário e ganadeiro, Joaquim Grave, em entrevista ao Diário Insular, afirma que um animal não sofre. Que pode sentir dor mas que a dor é uma coisa opcional (ver imagem 3).


O Fórum acabou mas continuou a dar azo a expressões de repudio relacionadas com a tauromaquia.
Um Terceirense ligado ao Bloco de Esquerda, no seguimento da posição do BE a nível nacional (ver video aqui), publica um "Show Tauromáquico" (ler aqui).

Por todo o país são divulgados os financiamentos públicos, em Milhões, à tauromaquia nos Açores (ver aqui).
Consequentemente, em São Miguel um grupo de cidadãos leva a cabo uma acção contra o Financiamento Público à Violência (ver aqui), inciativa apoiada por outros colectivos e associações (ler aqui). Os participantes ainda se viram confrontados com a necessidade de esclarecimento público a noticias manipuladas (ler aqui).


Das entidades governamentais nada se ouviu, já sabemos que quem cala consente, mas do lobby tauromáquico surgiram variadas reacções, sendo a mais "interessante" a de que as criticas, aos valores do financiamento à tauromaquia divulgados, não são éticas (ler aqui).

Os Verdes voltaram a questionar o apoio do Governo Regional, desta vez com um gravissimo acréscimo de imagens de uma Sorte de Varas (prática ilegal nos Açores) a se ter realizado à porta fechada no Fórum Taurino (ler aqui).

Mais recentemente, da sociedade civil açoriana, surgem mais manifestações de descrédito nos fracos e parcos argumentos que defendem a tauromaquia (ler aqui).


Foram assim os últimos dois meses nos Açores.
Talvez fosse tempo do Governo Regional tomar uma atitude exemplar, com base em fundamentos científicos, económicos, ecológicos, justos, pela dignificação da nossa sociedade, da nossa terra e da humanidade.



(Imagem 1)

(Imagem 2)

(Imagem 3)




Imagens retiradas da página da ATA