domingo, 31 de janeiro de 2016
Assine e divulgue
À Câmara Municipal de Angra do Heroísmo
Acabar com o financiamento público das touradas em Angra do Heroísmo (Açores)
MCATA Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores Portugal
É de conhecimento público o valor exorbitante de verbas públicas gasto com a realização da feira taurina que integra o programa anual de festas concelhias de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira (Açores).
Pesquisas recentes apontam que foram gastos um milhão e trezentos mil euros de dinheiros públicos só nos últimos cinco anos, e vão ser gastos mais cem mil euros no presente ano.
Enquanto em plena crise continuamos a assistir à retirada de direitos e à pressão para mais cortes sociais, a indústria tauromáquica, uma indústria anacrónica baseada na tortura e no sofrimento animal, continua a ser privilegiada na atribuição dos nossos impostos, em detrimento da educação e da solidariedade social e ao contrário de outras iniciativas culturais que sobrevivem com migalhas e muito esforço voluntário.
Profundamente chocados com esta realidade, apelamos veementemente à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo que termine com o financiamento destas práticas que não acrescentam nada de positivo à ilha e envergonham cada vez mais a humanidade.
Assine aqui: https://www.change.org/p/c%C3%A2mara-municipal-de-angra-do-hero%C3%ADsmo-acabar-com-o-financiamento-p%C3%BAblico-das-touradas-em-angra-do-hero%C3%ADsmo-a%C3%A7ores
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Fim dos canis de abate
A Câmara de Ponta Delgada, a Associação Zoófila Portuguesa e a Campanha de Esterilização de Animais Abandonados estabelecem parceria para a esterilização de cadelas no Concelho de Ponta Delgada
Comunicado de imprensa:
A Câmara de Ponta Delgada, a Associação Zoófila Portuguesa e a Campanha de Esterilização de Animais Abandonados estabeleceram uma parceria com vista à esterilização de cadelas no concelho de Ponta Delgada. A esterilização está a decorrer desde 1 de Dezembro e vai prolongar-se até 15 do mesmo mês.
Essa parceria, que conta também com a participação das Clínicas Veterinárias aderentes, visa esterilizar 60 cadelas, tendo como intuito colocar a castração na ordem do dia e transformar o Centro Oficial de Recolha de Ponta Delgada (Canil Municipal) no futuro próximo num “Canil de Abate Zero”.
A campanha foi proposta ao Centro Oficial de Recolha de Ponta Delgada pelas associações acima referidas, tendo em conta o excesso de animais no concelho e a demonstração por parte da Câmara Municipal em mudar estruturalmente as condições existentes.
O licenciamento do canil, o primeiro nos Açores e um dos poucos em Portugal, aliado a uma política de transparência, existência de informação estruturada e ainda uma atitude de pro-atividade na procura de soluções duradouras, destacando-se as boas práticas inerentes da esterilização de todos os animais que são adotados, são condições essenciais e fundamentais para a concretização da Campanha de Esterilização.
As Clínicas Veterinárias que aderiram a esta Campanha (Capelas, Paim, São Gonçalo e Vila Franca do Campo) são o pilar da execução. Aliás, sem a colaboração das mesmas não seria possível levar a cabo um projeto desta envergadura.
O Centro Oficial de Recolha de Ponta Delgada tem parcerias com outras associações ligadas à defesa dos animais, nomeadamente no que respeita ao programa de captura, esterilização e devolução.
Sublinhe-se que a parceria em apreço é de extrema importância porque irá contribuir para a colocação dos concelhos envolvidos (Ponta Delgada, Vila franca do Campo e Nordeste), na rota da melhoria das condições de vida dos cães, evitando no curto prazo o nascimento de várias centenas de crias que previsivelmente acabariam por entrar no Centro Oficial de Recolha de Ponta Delgada.
Ponta Delgada, 7 de Dezembro de 2015
Assessoria de Imprensa
Lubélia Duarte
http://www.cmpontadelgada.pt/Site/FrontOffice/default.aspx?module=News/News&id=93542
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Assine a petição
Assine aqui: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=tcordanaoepatrimonio
Em Defesa das Crianças, do Bem-estar Animal e dos Açores - Tourada à Corda não é Património Cultural Imaterial
Para: UNESCO, Comité dos Direitos da Criança da ONU, Parlamento Europeu, Governo dos Açores, Governo de Portugal.
Está em curso, na ilha Terceira (Açores), uma tentativa de candidatura da tourada à corda a Património Cultural Imaterial da UNESCO.
Nós, pessoas individuais e coletivas, abaixo assinadas, entendemos que a tourada à corda não pode nem é digna de figurar como Património Cultural Imaterial pelas seguintes razões:
1- É uma tradição associada à crueldade contra animais que ao contrário do que é afirmado pelos promotores, frequentemente, se traduz em ferimentos e mesmo na morte dos mesmos. Assim sendo, é contrária a vários documentos internacionais que condenam os maus tratos aos animais e colide frontalmente com os princípios definidos na Declaração Universal dos Direitos dos Animais;
2- É uma prática que anualmente é responsável pela morte de alguns participantes humanos e de uma média de cerca de trezentos feridos, alguns com bastante gravidade;
3- A presença de crianças e adolescentes como participantes ou simples assistentes nas touradas à corda contraria a recomendação, de 2014, do Comité dos Direitos da Criança da ONU, que pede para afastar as crianças da tauromaquia e que, entre outras medidas, recomenda também a promoção de campanhas de informação sobre “a violência física e mental associada à tauromaquia e ao seu impacto nas crianças”;
4- É uma atividade não consensual na sociedade açoriana, e em todo o mundo, onde parte significativa da população açoriana não só não se identifica como repudia as diversas modalidades tauromáquicas, não sendo por isso “um elemento vivificador da identidade cultural comum”.
Face ao exposto, solicitamos a intervenção das várias entidades a quem é destinada esta petição de modo a ser rejeitada qualquer proposta de candidatura sobre este assunto, bem como que desenvolvam todos os esforços no sentidos de proteger as crianças açorianas e não permitir que uma prática violenta, bárbara e anacrónica seja classificada como Património Cultural Imaterial.
Proponentes
Regionais:
CAES - Coletivo Açoriano de Ecologia Social
GCAT - Grupo Central Anti-Tourada
MATP-DA - Movimento Abolicionista da Tauromaquia de Portugal - Delegação dos Açores
MCATA - Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia dos Açores
Nacionais:
ABRIGO - Associação de Proteção à Fauna e à Flora (Vale do Paraíso-Azambuja)
ADAPO - Associação de Defesa dos Animais e Plantas de Olhão
AEZA - Associação Ecologista e Zoófila de Aljezur
AGIR pelos Animais
Alaar - Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua
AMIAMA - Amadora
ANIMAL
Animais de Rua
Associação AGIR pelos Animais
Associacao dos Amigos dos Animais Abandonados de Loulé
Associação Cantinho dos Animais Évora
Associação Gato de Rua
Associação Patas Errantes
Campanha Esterilização Cães e Gatos
Cedar Center for Animals
Évora Anti Tourada
Mafranimal - Associação de Ajuda Animal
MAT - Marinhenses Anti Touradas
MATP - Movimento Abolicionista da Tauromaquia de Portugal
MIAR Évora (Movimento para a Integração de Animais de Rua)
MIAT - Movimento Internacional Anti-Touradas
Quebra do Silêncio (Blogue)
Senhores Bichinhos
Internacionais:
AnimaNaturalis - Ecuador
ARCA BRASIL - Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal
ARCA - Fundacion Protetora de Animales – Equador
Asociación Potosina por la dignidad animal A.C. (APDA) - México
CAS International (Comité Anti Stierenvechten) - Holanda
Crac Europe
Perú Antitaurino
Plataforma La Tortura no Es Cultura - Espanha
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ESPAÑOL
En Defensa de la Infancia, del Bien Estar Animal y de las Islas Azores – Toros Ensogados no son Patrimonio Cultural Inmaterial
Está en curso, en la isla Terceira (Azores), un intento de candidatura de los toros ensogados a Patrimonio Cultural Inmaterial de la UNESCO.
Nosotros, personas individuales y colectivos, abajo firmantes, entendemos que los toros ensogados no pueden ni son dignos de figurar como Patrimonio Cultural Inmaterial por las siguientes razones:
1- Es una tradición asociada a la crueldad contra los animales que, al contrario de lo que es afirmado por los promotores, frecuentemente se traduce en heridas e incluso en la muerte de los mismos. Siendo así, es contraria a varios documentos internacionales que condenan los malos tratos a los animales y se opone frontalmente a los principios definidos en la Declaración Universal de los Derechos de los Animales;
2- Es una práctica que anualmente es responsable por la muerte ocasional de algunos participantes y por una media de trescientos heridos, algunos com bastante gravedad;
3- La presencia de niños y adolescentes como participantes o simples asistentes en los toros ensogados contraría la recomendación de 2014 del Comité de los Derechos del Niño de la ONU, que pide alejar a los niños de la tauromaquia y que además, entre otras medidas, recomienda la promoción de campañas de información sobre “la violencia física y mental asociada a la tauromaquia y su impacto en la infancia”;
4- Es una actividad no consensual en la sociedad azoreña, como en todo el mundo, y una parte significativa de la población no sólo no se identifica sino que repudia las diversas modalidades de la tauromaquia, no siendo por eso “un elemento vivificador de la identidad cultural común”.
Frente a lo expuesto, solicitamos la intervención de las varias entidades a quien se destina esta petición de modo a ser rechazada cualquier propuesta de candidatura sobre este asunto, bien como que desarrollen todos los esfuerzos en el sentido de proteger a la infancia azoreña y a no permitir que una práctica violenta, bárbara y anacrónica sea clasificada como Patrimonio Cultural Inmaterial.
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ENGLISH
In Defense of the Children, Animal Welfare and of the Azores – Street Bullfights can not be Immaterial Cultural Heritage
On Terceira Island (Azores) there is now an attempt to make street bullfighting an Immaterial Cultural Heritage of UNESCO.
We, individual and collective persons undersigned, believe that street bullfighting is not, nor can be worthy of being considered Immaterial Cultural Heritage for the following reasons:
1- It is a tradition of cruelty against animals that on the contrary to what is affirmed by the organizers frequently causes wounds and even the death of the same. This being so, it is contrary to many international documents that condemn ill treatment of animals and is totally opposed to all principles defined in the Universal Declaration of Animal rights;
2- It is a practice that is annually the cause of the death of some human participants and an average of about three hundred injured, some seriously;
3- The presence of children and adolescents as participants or watchers of street bullfights is contrary to the recommendation of 2014, of the Comity of Children Rights of the United Nations that recommends that children should be removed from bullfighting and also that campaigns for the promotion of information about physical and mental violence associated with bullfighting and its impact on children;
4- It is not a consensual activity in Azorean society and all over the world, where a significant part of the Azorean population not only repudiates but also condemns the various kinds of bullfights and therefore cannot be considered as a “living element of a common cultural identity”.
For these reasons, we request the intervention of the various entities to whom this petition is destined, to reject any proposal for candidature of this matter, to make every effort to protect the Azorean children and not allow a violent, barbaric and anachronic practice to be classified as Immaterial Cultural Heritage.
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FRANÇAIS
En Defense des Enfants, pour le Bien-Être des Animaux et des Azores - “Taureau à la corde” n’est pas un Patrimoine Culturel Immatériel
On essaye, à l’île Terceira des Açores, la candidature du " Taureau à la corde" de façon qu'elle puisse devenir patrimoine culturel immatériel de l'UNESCO.
Nous sommes des personnes individuels et colléctifs soussignés, et a notre avis la “tourada à corda” ne peut pas et ne mérite pas le classement comme patrimoine culturel immatériel, pour les raisons suivantes:
1- Il s’agit d’une tradition associée à la cruauté envers les animaux que, contrairement à ce qui est indiqué par ses promoteurs, se traduit souvent par des blessures et même la mort des taureaux . Par conséquent, il est contraire à plusieurs documents internationaux condamnant la maltraitance des animaux, et en collision frontale avec les principes énoncés dans la Déclaration Universelle des Droits de l'Animal;
2- Cette pratique est actuellement responsable de la mort de certains participants humains et environ trois cents blessés chaque année, dont certaines très graves;
3- La présence des enfants et des adolescents en tant que participants ou seulement comme des assistants dans les “touradas à corda” est contraire à la recommendation, de 2014, du Comité des Nations Unies sur les droits de l'enfant, dans le but de garder les enfants de la tauromachie et que, entre autres choses, recommande la promotion de campagnes d'information sur la «violence physique et mentale liée à la tauromachie et son impact sur les enfants»;
4- Il s’agit d’une activité non consensuelle dans la société des Açores, comme dans le monde, où une partie importante de la population n’est pas d’accord avec la tauromachie en général, q’elle rejette, et comme ça ce n’est pas vrai que cette activité puisse “vivifier la l'identité culturelle commune”.
Compte tenu de ce qui précède, nous demandons l'intervention des diverses entités à qui est destiné cette pétition afin d'être rejeté toute proposition de candidature sur ce sujet, ainsi que de faire tous les efforts dans le but de protéger les enfants des Açores, ne permettant jamais que une pratique violente, barbare et anachronique soit classé comme patrimoine culturel immatériel.
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Mais informação:
http://iniciativa-de-cidadaos.blogspot.pt/p/tourada-nao-e-patrimonio-cultural.html
domingo, 8 de novembro de 2015
Tradições?
Sobre a dificuldade em abandonar tradições: o caso das touradas
As tradições, quer sejam boas quer sejam más, exercem uma indiscutível influência sobre as pessoas, de tal modo que, apesar de toda a evolução científica e cultural existente, tolhem os pensamentos e levam por vezes a que sejam mantidas práticas bárbaras e anacrónicas. Sobre este assunto, a seguinte frase de Karl Marx* é bastante elucidativa: “ A tradição das gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos”.
Mas se o peso das tradições é plúmbeo, por que razão na nossa terra há tradições que desaparecem e outras que persistem e expandem-se?
Para tentar responder à questão, vamos dar dois exemplos: as batalhas de flores que eram comuns pelo menos em São Miguel no início do século passado e que caíram no esquecimento e as touradas que estiveram confinadas à ilha Terceira e que se expandiram para outras ilhas.
Tal como outras tradições que foram desaparecendo, as batalhas das flores não tinham a montante nenhuma indústria organizada que necessitava que o seu “consumo” aumentasse para poder viver, daí terem caído no esquecimento sem que houvesse alguém que lutasse pela sua continuidade.
No caso das touradas, vamo-nos restringir às touradas à corda, para além do vício que cria o dito espetáculo, que anda intimamente associado ao consumo de álcool, há a indústria tauromáquica que para sobreviver precisa que a tradição se mantenha e, por causa da concorrência entre ganadarias, necessita que a tradição se expanda. Para exemplificar o exposto, com o apoio indireto da hipócrita Comunidade Europeia e direta dos Governos Regionais e das autarquias, em quarenta anos o número de touradas à corda quase duplicou na ilha Terceira, passando de 121, em 1975, para 226, em 2015.
Para além do referido, se não se tratasse de um negócio “sujo”, pois envolve maus tratos a animais e ferimentos e mortes a outros animais que se dizem superiores e racionais, que interesse teria o lóbi das touradas na sua expansão para outras ilhas?
Por que razão os aficionados terceirenses das touradas não se esforçam por alargar as famosas danças e bailinhos da sua ilha ao resto do arquipélago? Por que razão não se esforçam por classificar as danças e bailinhos como Património Cultural e Imaterial e andam a pressionar para que sejam as touradas classificadas como tal?
Por último, uma nota de humor. Embora sabendo que há outros critérios para a classificação de uma tourada como tradicional, o que obriga a que a mesma se realize há pelo menos 15 anos leva-me a pensar se deve ser tradicional tudo o que se repete.
Assim, é mais do que provado que desde que foi construído o edifício dos Paços do Concelho de Vila Franca do Campo há a tradição de durante os arraiais das festas religiosas utilizar as traseiras do mesmo como mictório.
Será que por já ocorrer há algumas centenas de anos, o urinar contra as paredes daquele edifico poderá ser considerado tradição e como tal, embora a contragosto dos moradores, uma ação a ser devidamente protegida e acarinhada?
*Como se trata de um autor polémico e com muitos críticos sobretudo entre os que nunca o leram, aqui vai uma citação de um autor mais consensual, Albert Einstein: “A tradição é a personalidade dos imbecis”.
José Serrote da Vila
Fonte: https://www.facebook.com/347851085382734/photos/a.352518938249282.1073741828.347851085382734/552548114913029/?type=3&fref=nf
sábado, 16 de maio de 2015
Escreva ao Bispo dos Açores
Pelas nossas tradições, não a touradas e vacadas – Escreva ao Senhor Bispo de Angra e Ilhas dos Açores
Envie um e-mail ao senhor Bispo, com conhecimento ao Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, ao Exmo. Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Vila Franca do Campo, ao Exmo. Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Ponta Garça e ao Exmo. Senhor Presidente da Assembleia de Freguesia de Ponta Garça e ao senhor padre da Paróquia de Ponta Garça.
Contatos: rcouto@cmvfc.pt, cmartins@cmvfc.pt, jfpontagarca@gmail.com, avipaa.associacao@gmail.com, info@igrejaacores.pt , diocese.angra@iol.pt, amigosdosanimaisvilafranca@gmail.com
Texto a enviar:
Senhor Bispo Dom António de Sousa Braga
Tomei conhecimento de que a Irmandade do Espírito Santo dos Aflitos- Boavista pretendia promover uma tourada que depois alterou para vacada, no próximo dia 24 de Maio na freguesia de Ponta Garça e que a mesma não foi autorizada pela Câmara Municipal de Vila Franca do Campo.
Como deve ser do seu conhecimentos touradas e outros espetáculos com bovinos não são tradição no concelho de Vila Franca do Campo, sendo espetáculos degradantes em todo o mundo, pois significam desrespeito pelos animais e risco de vida para os humanos.
No caso presente, a situação é mais grave pois o evento é organizado por uma instituição, que está associada à Igreja Católica, e que, segundo informações colhidas, pretende desrespeitar a legislação em vigor e a decisão unânime do executivo camarário.
Para além do referido, a tourada/vacada é um meio de desviar dinheiro que devia ser usado na ajuda à sua paróquia, na solidariedade social e no são convívio entre os habitantes de Ponta Garça.
Assim, venho solicitar a Vossa Excelência a tomada de medidas no sentido de impedir que na freguesia de Ponta Garça, uma instituição associada à Igreja Católica desrespeite a lei.
Com os melhores cumprimentos
(Nome)
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Entre em ação
Envie o texto abaixo ou outro da sua autoria à revista Visão.
endereços: visão7@impresa.pt, visaoagendaporto@impresa.pt, ipublishing@impresa.pt, visao@impresa.pt,
A miopia da Visão
A 19 de março de 2015, o suplemento Sete da revista Visão da responsabilidade dos enviados Miguel Judas (Faial, Pico e São Jorge) e Vanessa Rodrigues (Terceira, São Miguel e Santa Maria) apresenta 100 razões para ir aos Açores.
Para além do esquecimento de duas ilhas, Corvo e Flores, a razão número 22 é uma não razão já que se refere ao espetáculo decadente, arcaico e desumano que são as touradas à corda na ilha Terceira, anualmente são responsáveis por mortos e feridos tanto em bovinos como em seres humanos.
Os autores do texto (ou a autora?) possivelmente não tiveram acesso aos vídeos das marradas profundamente difundidos na ilha Terceira e na internet (https://www.facebook.com/goshfatherjinco/videos/763458763769622/) que mostram a bestialidade e desumanidade da "festa tauromáquica, tradicional dos Açores", nem acesso aos dados dos gastos de saúde derivados das idas e internamentos nos hospitais por causa das touradas à corda e dos apoios, inclusive europeus recebidos pelos criadores de gado bravo, de tal modo que a importância das mesmas, é segundo eles, aferida pela existência de 13 ganadarias registadas.
Enfim, é com muita pena que vemos uma revista conceituada tratar o assunto com uma ligeireza nada digna dos seus pergaminhos..
Cumprimentos
(Nome)
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Ajude a ajudar os animais
Responda ao questionário aqui: https://docs.google.com/forms/d/1elAy6C5xKI7Sr3h3Hi_RBeegAu_mem1U4lqYuRTwTLg/viewform?usp=send_form
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
"Corridas picadas" nos Açores NUNCA
"Corridas picadas" nos Açores NUNCA
Para: Assembleia Legislativa Regional da Região Autónoma dos Açores
Um grupo de deputados no parlamento açoriano está a tentar fazer aprovar pela terceira vez uma lei que legalize a prática tauromáquica sorte de varas ou corrida picada, nos Açores. Por constituir um notório atentado à integridade física dos animais e uma atitude que indica um retrocesso civilizacional nestas paragens, não nos parecendo reunir o consenso de todos os açorianos, repudiamos esta postura dos srs. deputados e apelamos a todos que juntem as suas vozes à nossa no sentido de não permitir a eventual aplicação desta prática.
A group of members of the Azorean parliament is trying to approve, for the third time, a law that legalises bullfighting by means of ‘sorte de varas’ or ‘corrida picada’ (multiple stabbing on the bull’s neck in order to weaken it) in the Azores. Because it is a clear attempt on the physical integrity of the animals, and an attitude that indicates a civilizational step backwards for the Azores, and because we think there is no consensus among the Azorean people concerning this matter, we repudiate this standpoint of the parliament members and urge everyone to join us in our campaign.
Assine aqui: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT75986
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Touradas não!
MANIFESTO CONTRA A LEGALIZAÇÃO DA SORTE DE VARAS NOS AÇORES
Somos todos Açores e qualquer prática legalizada numa das nossas ilhas implicará a Região no seu todo. Ora, a recente divulgação de que estará a ser preparada, por parte de um grupo de deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, uma iniciativa legislativa que contempla a introdução da chamada “Sorte de Varas”, ou “Tourada Picada”, na ilha Terceira (o que significa, naturalmente, verter para os Açores essa pretensa legalização), tem gerado forte contestação na opinião pública. Muitas são as vozes, de todos os quadrantes da sociedade, mesmo entre os aficionados, que se têm posicionado contra esta prática de crueldade extrema para com o touro, proibida em todo o país e que não se reveste, nas nossas ilhas, de qualquer caráter cultural, tradicional ou identitário. Acrescente-se que se trata da terceira tentativa de legalização desta variante tauromáquica, tendo sido rejeitada em 2009 por parcos dois votos.
Somos todos Açores e, numa altura de forte aposta no Turismo Sustentável, no Turismo de Natureza, assente sobretudo no respeito ambiental e na estreita e harmoniosa ligação do Homem com a Terra e com o Mar, não consideramos compreensível esta pretensão, que remete para uma forma de sofrimento animal que não é admissível nos dias que correm, e que mancharia, cá dentro e para quem nos visita, a imagem dos Açores – abrindo, além do mais, gravíssimas fendas na sociedade açoriana, que se quer coesa e unida.
Somos todos Açores. Estas nove ilhas do verde e das águas límpidas, das belezas naturais e da comunhão com a Natureza, não merecem isto. Não merecem ficar conotados com uma nova forma de crueldade animal. Não merecem a mancha social e política que a legalização de uma prática deste teor traria para todo o arquipélago.
Porque somos todos Açores, e independentemente de a suposta iniciativa parlamentar chegar ou não à Assembleia Legislativa Regional, manifestamo-nos CONTRA a legalização da Sorte de Varas nos Açores.
Subscritores: Álamo Oliveira, Escritor; Alexandra Correia, Administrativa; Alexandra Patrícia Manes, Aux. Ação Educativa; Alexandre Pascoal, Sociólogo/Promotor Cultural; Álvaro Borralho, Prof. Univ.; Alzira Silva, Jornalista (ref.) e Ex-Dep. ALRAA; Ana Isabel Serpa, Prof; Ana Loura, Eng. Téc. Eletrotecnia; Ana Luísa Araújo, Hematologista; Ana Madeira, Prof.; Ana Paula Andrade, Pianista/Prof. Música; Ana Paula Marques, Prof. e Ex-Dep. ALRAA; Ana Rita Afonso, Prof.; Ana Teresa Almeida Bettencourt, Ass. Social; André Bradford, Dep. ALRAA; André Franqueira Rodrigues, Jornalista; Aníbal Pires, Dep. ALRAA; Aníbal Raposo, Cantautor; Antero Ávila, Músico/Compositor; António Inocêncio, Dirig. Sindical; António Lucas, Prof./Pres. SPRA; António Manuel Amaral, Deleg. Sindical SITAVA; António Teixeira Maduro, Téc. Sup. (ref.); Armando Mendes, Jornalista; Benilde Oliveira, Dep. ALRAA; Bruno da Ponte, Editor; Bruno de Jesus Pereira, Piloto; Carla Rita Couto, Secretária; Carlos Cordeiro, Prof. Univ.; Carlos Costa Neves, Dep. AR e Ex-Ministro da Agricultura; Carlos Enes, Dep. AR; Carlos Frazão, Maestro; Carlos Arruda, Ortopedista; Carlos Manuel Martins do Vale César, Ex-Presidente do Governo Regional dos Açores; Carlos Medeiros, Músico; Carlos Mendonça, Fisioterapeuta/Pres. CMN e Ex-Dep. ALRAA; Carlos Oliveira, Prof.; Carlos Ribeiro, Prof. Univ.; Catarina Fraga, Dentista; Catarina Moniz Furtado, Dep. ALRAA; Catia Benedetti, Prof. Univ.; César Gonçalves, Médico Cl. Geral; Chrys Chrystello, Jornalista; Cipriano Pacheco, Padre; Clara Queirós, Prof. Univ. (ref.); Daniel Gonçalves, Prof./Escritor; Daniel Pavão, Prof; Davide Santos, Biólogo; Dinarte Oliveira Melo, Gestor; Diogo Caetano, Geólogo; Duarte Melo, Padre; Eduardo Ferraz da Rosa, Prof. Univ.; Elsa Violante Cavaleiro Lobo Ferreira, Téc Reinserção Social; Emanuel Couto, Solicitador; Emanuel Jorge Botelho, Prof. (ref.)/Escritor; Emília Mendonça, Prof (ref.).; Fabíola Jael Cardoso, Prof.; Fátima Mota, Prof. (ref.)/Galerista; Fernando Lopes, Prof Univ. e Ex-Dep. ALRAA; Filipe Cordeiro, Coord. Secção PDL do SBSI; Filipe Tavares, Produtor/Realizador; Filomena Maduro, Funcionária da ALRAA (ref.); Francisco César, Dep. ALRAA; Francisco Wallenstein Macedo, Biólogo; Gilberta Rocha, Prof. Univ., Dir. CES-UA e Ex-Dep. ALRAA; Graça Silva, Dep. ALRAA; Guilherme Figueiredo, Reumatologista; Hélder Medeiros (Helfimed), Téc. Sup./Humorista; Hélder Silva, Prof. Univ., Dir do DOP-UA e Ex-Dep. ALRAA; Henrique Schanderl, Prof. Univ.; Herberto Gomes, Jornalista; Hernâni Jorge, Jurista e Ex-Dep. ALRAA; Hugo Arruda, Magister d'Os Tunídeos; Inês Soares Sá, Secretária; Ivo Machado, Escritor; Joana Borges Coutinho, Empresária; Joana Félix, Poeta; Joana Sarmento, Eng. Ambiente; João Cordeiro, Ass. Imprensa; João de Melo, Escritor; João Decq Mota, Coord. USH; João Stattmiller, Sociólogo; Jorge Barata Almeida e Sousa, Eng. Mecânico; Jorge Kol, Arquiteto; Jorge Macedo, Dep. ALRAA; Jorge Santos, Neurologista, Pres. Deleg. Açores Ordem dos Médicos; José (Zeca) Medeiros, Realizador e Músico; José Andrade Melo, Prof.; José Carlos Frias, Empresário; José Cascalho, Prof. Univ., Ex-Dep. ALRAA; José Couto, Advogado; José de Sousa Rego, Prof. e Ex-Dep. ALRAA; José Decq Mota, Pres. C. Naval da Horta, Ex-Dep. 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Jorge; Manuel Conde Bettencourt, Prof.; Manuel Faria, Tenente Coronel (na reserva); Manuel Moniz, Jornalista; Marco Coelho, Oficial de Placa; Marco Melo, Veterinário; Mª Alexandra Pacheco Vieira, Advogada; Mª Antónia Fraga, Prof (ref.); Mª das Mercês Pacheco, Empresária; Mª do Carmo Barreto, Prof Univ.; Mª do Céu Guerra, Atriz; Mª Fernanda Mendes, Psiquiatra e Ex-Dep. ALRAA; Mª Helena Frias, Livreira; Mª Isabel Lopes, Enfermeira; Mª Manuel Arruda, Prof. (ref.); Mª Margarida Lopes, Designer; Mário Abrantes, Eng. Silvicultor; Mário Furtado, Prof./Pres. Junta da Matriz da RG; Mário Roberto Carvalho, Artista; Marta Cabral, Veterinária; Marta Couto, Dep. ALRAA; Martim Cymbron, Artista Plástico; Martinho Baptista, Empregado Comercial; Miguel Balacó Amaral, Veterinário e Pres. CR Açores Ordem dos Médicos Veterinários; Milagres Paz, Bailarina e Prof. Dança; Milton Mendonça, Bancário/Vice-Pres. CMN; Milton Sarmento, Advogado; Nélia Amaral, Psicóloga e Ex-Dep. ALRAA; Nélio Lourenço, Sociólogo; Nelson Cabral, Ator e Encenador; Nuno Tomé, Jurista; Onésimo Teotónio de Almeida, Prof. Univ. e Escritor; Orlando Guerreiro, Eng. Ambiente; Paulo Borges, Prof. Univ. e Ex-Dep. ALRAA; Paulo Linhares Dias, Advogado; Paulo Marques, Coord. USSMSM; Paulo Matos, Técnico de Óticas; Paulo Mendes, Psicólogo e Ex-Dep. ALRAA; Paulo Pacheco, Veterinário; Paulo Sanona, Ajudante de Reabilitação; Paulo Santos, Advogado; Paulo Valadão, Veterinário e Ex-Dep. ALRAA; Pedro Bradford, Acupunctor; Piedade Lalanda, Prof. Univ. e Ex-Dep. ALRAA; Renata Correia Botelho, Dep. ALRAA; Ricardo Rodrigues, Advogado, Pres. CMVFC e Ex-Dep. AR; Ricardo Serrão Santos, Prof. Univ./Eurodeputado; Rita Blanco, Atriz; Roberto Correia Batista, Secretário; Rogério Sousa, Promotor Cultural; Rogério Veiros, Dep. ALRAA; Rosa Chaves, Designer de Comunicação; Rui Coutinho, Prof. Univ.; Rui Goulart, Jornalista; Rute Rocha, Professora; Sandra Medeiros, Dermatologista; Sara Carreiro, Administrativa; Sara Coutinho, Jornalista; Sílvia Torres (Sonasfly), Cantautora; Sónia Pastor Furtado, Secretária; Sónia Nicolau, Prof.; Suzete Frias, Psicóloga e Pres. Dir. ARRISCA; Tânia Fonseca, Psicóloga/Vice-Pres. CMRG; Teófilo Braga, Prof.; Tiago Matias, Ass. Imprensa; Tiago Miranda, Pres. Juv. Monárquica dos Açores; Tiago Redondo, Secretário; Tomás Silva, Arquiteto; Urbano Bettencourt, Prof. e Escritor; Urbano Resendes, Artista Plástico; Valentina Matos, Bióloga; Vamberto Freitas, Prof. Univ. e Escritor; Vera Pires, Func. SATA; Vítor Marques, Promotor Cultural; Vítor Silva, Coord. CGTP Açores; Zuraida Soares, Dep. ALRAA.
sábado, 31 de janeiro de 2015
Nunca
Irresponsável a pretensão de alguns deputados de legalizar a sorte de varas nos Açores
Para o Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA) constitui uma surpreendente irresponsabilidade política a pretensão de alguns deputados da ilha Terceira ao pretenderem trazer, uma vez mais, para o debate parlamentar regional a legalização da sorte de varas (dissimulada ou não na actualização do regulamento tauromáquico), que consiste numa sangrenta prática de tortura animal proibida em todo o território português e já rejeitada nos Açores.
Num momento de graves constrangimentos económicos para a ilha Terceira, como consequência dos despedimentos da base das Lajes, que vêm somar-se aos já suficientemente graves efeitos do empobrecimento generalizado da sociedade portuguesa dos últimos anos, parece que para estes deputados a prioridade resume-se na legalização de uma nova forma de torturar os animais, apenas para satisfação de ideias retrógradas duma pequena minoria de terceirenses que envergonha o conjunto dos cidadãos açorianos.
É surpreendente também que num momento de grave crise económica para a Terceira, estes deputados nada tenham a propor para além da promoção duma atividade esbanjadora de dinheiros públicos como são as touradas. O governo regional e autarquias esbanjam cada ano nesta prática perto de 580 mil euros de dinheiros públicos, que saem do bolso de todos os contribuintes açorianos, através de apoios e subsídios directos ou indirectos à tauromaquia.
Assim, num momento em que se pede para a ilha Terceira a solidariedade de todos os açorianos e de todas as ilhas, todas elas com os seus próprios problemas sociais e económicos, e em que o governo regional pretende canalizar importantes quantidades de dinheiro para a revitalização económica da Terceira, a atitude dos mencionados deputados só pode ser considerada leviana na medida em que a introdução da sorte de varas, uma prática anacrónica rejeitada pela maioria dos açorianos e condenada em quase todo o mundo, para além de incrementar o esbanjamento de dinheiros públicos só poderá contribuir para a má imagem da região junto dos potenciais visitantes.
Num momento que em Portugal já é considerado delito, condenado penalmente, torturar animais (infelizmente com uma absurda excepção para os touros), num momento em que a prática da tauromaquia é abolida em todo o mundo civilizado, estes deputados da Terceira, em pleno século XXI, só pensam legalizar uma prática que leva a um maior derramamento de sangue e que eleva a tortura infligida a uns animais inocentes. Levados pela sua irresponsabilidade, o seu único interesse parece ser denegrir a imagem dos Açores como destino turístico e envergonhar e denegrir todos os açorianos como seres civilizados.
A região não é pertença de um pequeno grupo de interessados economicamente nesta prática, e por isso, é um assunto que diz respeito a todos açorianos que insistem em não querer os Açores salpicados de sangue.
Comunicado do
Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)
29/01/2015
sábado, 13 de dezembro de 2014
Não
Cidadãos protestam pela realização de touradas no concelho da Ribeira Grande
Mil cento e quarenta e duas (1142) pessoas assinaram a petição enviada esta semana ao presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, protestando pela recente realização de diversas touradas no município.
Os subscritores da petição pedem taxativamente ao Presidente da Câmara Municipal, Dr. Alexandre Gaudêncio, que cumpra a deliberação aprovada na Assembleia Municipal de impedir o licenciamento de touradas no concelho.
No texto da petição, os peticionários manifestam a sua indignação pela importação para este concelho do norte da ilha de São Miguel de um espectáculo que nem faz parte da tradição concelhia, considerando ainda que as touradas são um espectáculo retrógrado, envolvendo maltrato e tortura de animais, que está a ser banido de todos os países do mundo onde ainda se realizam, não podendo ficar o concelho da Ribeira Grande à margem da modernidade, e muito menos introduzir agora estes costumes anacrónicos.
Os assinantes também manifestam a sua preocupação pelo facto de este tipo de espectáculos violentos produzirem frequentemente numerosos feridos, ou até mortos, nas localidades onde se realizam. É de lembrar que na Terceira e nas outras ilhas as touradas à corda serem responsáveis, cada ano, em média, por uma pessoa morta e por mais de 300 feridos.
Os cidadãos apelam, assim, ao presidente da Câmara Municipal para que o concelho se converta num referente no respeito pelo cuidado e bem-estar dos animais, no apego aos valores naturais e no desenvolvimento do turismo de natureza, actividades incompatíveis com a introdução da prática das touradas, caracterizadas por insensibilizar e deseducar as pessoas sobre a violência exercida sobre os animais.
Para além do exposto, é lamentável que estas touradas se tenham realizado em bairros ou locais do concelho da Ribeira Grande onde existem e são patentes graves problemas sociais, parecendo que existe uma estratégia, por parte de alguns responsáveis, de criar uma “cultura para pobres” onde o álcool e o maltrato de animais são os protagonistas, condenando estas pessoas a uma maior degradação cultural, muito longe da obrigação democrática de qualquer entidade oficial de elevar o nível cultural dos cidadãos.
O texto da petição pode ser visto em:
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=anti-tourada
Comunicado do
Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)
12/12/2014
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Escreva à deputada Sofia Ribeiro
Envie à Deputada Europeia dos Açores, Sofia Ribeiro, o texto abaixo ou outro de sua autoria a mostrar o seu desapontamento por ela ter votado pela continuação do apoio à tauromaquia e a solicitar que reveja a sua posição.
sofia.ribeiro@europarl.europa.eu
Exma Senhora Deputada
No passado dia 22 de Outubro foi votada no Parlamento Europeu uma proposta do eurodeputado holandês Bas Eickhout para que os subsídios concedidos pela União Europeia no âmbito da Política Agrícola Comum deixassem de poder ser utilizados na criação de touros para a tauromaquia.
Conhecendo o passado sindicalista de V. Exª, que durante alguns anos lutou por uma vida mais digna para a classe docente, lamentamos que tenha votado para que fundos que podiam ser usados na produção de bens alimentares ou no apoio a projetos caráter social ou cultural continuem a ser usados para a tortura de animais.
Embora com a sua ação tenha prestado um péssimo serviço a todos os portugueses e desiludido muitos dos seus eleitores, vimos apelar a que reflita sobre o assunto e que numa próxima oportunidade reconsidere a sua posição e vote em prol dos verdadeiros interesses do país e dos direitos dos animais.
Com os melhores cumprimentos
(Nome)
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Cagarro
MANIFESTO EM DEFESA DO CAGARRO
REIVINDICAÇÕES PARA A CAMPANHA “SOS CAGARRO” 2014
Considerando as deficiências com as quais ano após ano se confrontam os voluntários da Campanha “SOS Cagarro” e que levam a uma maior queda e ferimentos das aves e a umas condições às vezes pouco dignas para o seu resgate, as associações e os cidadãos abaixo assinantes reivindicam por parte do governo regional:
1) Um compromisso para a redução efetiva da iluminação pública durante as duas semanas principais que dura a Campanha SOS Cagarro.
Mais da metade das aves que caem em terra tem por causa a exagerada iluminação pública de infraestruturas como portos de pesca, campos de futebol e estradas situadas junto ao litoral.
Nesta situação a Campanha SOS Cagarro e todo o labor dos voluntários muitas vezes não passa de um logro, limitando-se na realidade a recolher as aves que previamente são “obrigadas” a cair em terra devido à excessiva iluminação. Como consequência das quedas muitas das aves, perto de um milhar no passado ano, ficam feridas ou morrem.
É necessário seguir exemplos como o das ilhas Canárias, onde as autoridades regionais promovem ativamente a campanha “Apagón por la pardela”, através da qual municípios e entidades privadas reduzem significativamente as luzes durante a campanha de recolha de cagarros. Nos Açores, pouco ou nada disto é feito apesar de existirem ilhas declaradas Reservas da Biosfera que deveriam primar por estarem na vanguarda no respeito e defesa do ambiente.
2) A declaração do cagarro (Calonectris diomedea borealis) como Ave Regional, de especial interesse e proteção na Região Autónoma dos Açores.
Ainda que nos Açores existam outras aves que seriam candidatas a este título, esta espécie é a mais abundante em todas as ilhas, a mais próxima das populações e aquela cuja proteção melhor serviria para a proteção do conjunto dos ecossistemas litorais de todo o arquipélago e de outras aves marinhas ameaçadas.
3) A criação do “Telefone do Cagarro”, telefone único e gratuito para todas as ilhas a funcionar durante as 24 horas durante as semanas da Campanha SOS Cagarro.
O “Telefone do Cagarro” evitaria a actual multiplicidade de telefones disponíveis, todos eles pagos, e facilitaria a comunicação de quedas de aves, reencaminhando a informação para a entidade mais adequada em cada caso.
4) O inicio da construção de um Centro de Recuperação de Fauna (CRF) nas principais ilhas, com capacidade para acolher e tratar todos os cagarros feridos.
Durante a Campanha são bastantes as aves encontradas feridas e que precisam de assistência veterinária, situação até agora não tratada de forma adequada nem digna, faltando infraestruturas próprias. Os CRF poderão servir também de lugar de depósito noturno de todas as aves recolhidas durante a Campanha, que até agora são depositadas em lugares às vezes muito inapropriados até a sua libertação no dia seguinte.
Os CRF são ainda uma necessidade, durante todo o ano, para o tratamento de outras espécies de aves dos Açores e como depósito de animais apreendidos em situação ilegal, necessidade para a qual a própria GNR tem vindo a alertar repetidamente. Actualmente acontecem situações caricatas como o transporte dum milhafre ferido da Terceira até o Corvo, ilha onde nem sequer existem milhafres, por existirem ali umas pequenas instalações para a recuperação de aves.
5) A divulgação pública e a análise dos resultados da Campanha SOS Cagarro, permitindo detetar em todas as ilhas os pontos negros onde é registada em cada ano uma maior quantidade de quedas de aves e uma maior mortalidade.
Esta análise, juntamente com a informação sobre os lugares de nidificação e do sucesso reprodutivo da espécie, permitiria definir melhores estratégias e ações para as Campanhas a realizar nos anos seguintes.
Subscritores coletivos
Amigos dos Açores - Associação Ecológica
Amigos do Calhau - Associação Ecológica
CAES - Coletivo Açoriano de Ecologia Social
domingo, 21 de setembro de 2014
Não às crianças nas touradas!
O Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA) denuncia a exposição de crianças a situações de maltrato psíquico e de risco físico evidente durante os eventos tauromáquicos integrados nas festas Sanjoaninas de Angra do Heroísmo.
Como acontece todos os anos, as crianças são expostas a situações de risco, com evidente falta de preocupação em relação à sua segurança, durante a chamada “Espera de gado para crianças”, onde as crianças são incentivadas a provocar e a correr diante dos touros. Também acontece todos os anos a chamada “Tourada para crianças”, realizada na praça de touros da ilha Terceira, onde crianças de tenra idade, trazidas de instituições educativas, assistem a um espectáculo violento com derramamento de sangue, por vezes chegando mesmo a participar na arena na tortura dos animais.
Apesar da lei ter aumentado a idade para as crianças assistirem aos espectáculos tauromáquicos nas praças de touros de seis para doze anos, ainda continua a ser frequente a presença de crianças, mesmo de crianças ao colo, nas touradas de praça integradas nas festas Sanjoaninas.
Perante esta alarmante situação de desrespeito pelas crianças, pela sua segurança e também de desrespeito pela lei, o MCATA irá denunciar a Câmara de Angra do Heroísmo e o Governo Regional às autoridades competentes na matéria, como o Comité dos Direitos das Crianças da ONU, a Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR) e o Provedor de Justiça.
Relembramos que o Comité dos Direitos das Crianças da ONU reconheceu recentemente que a “violência física e mental associada à tauromaquia” pode ter efeito nas crianças e recomendou a Portugal a adoptar “as medidas legislativas e administrativas necessárias com o objectivo de proteger todas as crianças que participam em treinos e actuações de tauromaquia, assim como na qualidade de espectadores”.
Fotografias relativas a esta denúncia podem ser vistas em:
http://iniciativa-de-cidadaos.blogspot.pt/p/criancas-em-touradas.html
Comunicado do
Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)
18/09/2014
terça-feira, 19 de agosto de 2014
TENTA NAS FESTAS DE SANTO ANTÓNIO DA VITÓRIA NA ILHA GRACIOSA - AÇORES
Está programada uma tenta comentada inserida nas Festas de Santo António da Vitória na Ilha Graciosa, promovida por uma comissão de festas ligada à Igreja Católica dos Açores.
Escreva a protestar contra tal iniciativa.
Pode usar o texto abaixo ou personalizá-lo a seu gosto.
Enviar para:
geral@diocesedeangra.pt, bensaude@bensaude.pt, presidencia@azores.gov.pt, geral@cm-graciosa.pt, radiograciosa@sapo.pt, matpalicemoderno@gmail.com
Exmo. e Revmo. Senhor
Dom António de Sousa Braga
À administração do Grupo Bensaúde
c/conhecimento: Presidente do Governo Regional dos Açores e Presidente da Câmara Municipal da Graciosa e Rádio Graciosa.
Tomámos conhecimento que a Comissão de Festas de Santo António da Vitória irá promover, pela primeira vez, no próximo dia 23 de Agosto, uma tenta (ver*) comentada que conta com o apoio da BENTRANS numa ilha onde a desertificação humana não é travada e onde uma parte significativa da população é carenciada.
Embora não seja caso único, é com estranheza que vemos que gente que se diz cristã promove maus tratos a animais, aliás condenados pela própria Igreja. Com efeito, um texto do Papa Pio V, datado de 1567, reforçando um decreto saído do Concílio de Trento desse mesmo ano, é muito claro na condenação desta prática, dizendo que "com espectáculos desta natureza mais se ofende a Deus do que se lhe presta culto".
Por considerarmos que as tentas, espetáculos em que
que se maltratam animais, são contrárias ao estipulado no Evangelho;
Por considerarmos que o papel da Igreja devia ser ao lado dos fracos e não dos poderosos como são quem beneficia com a tauromaquia, vimos manifestar o nosso repúdio.
Com a esperança de que V. Rev. use a sua influência junto da comissão de festas para que cancele o bárbaro evento e para que de futuro, as festas promovidas sejam isentas de maus tratos aos animais.
(*) http://mgranti-touradas.blogspot.pt/2012/06/tenta.html
Com os melhores cumprimentos.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
PROTESTA | SATA ao serviço do Lobby da Tauromaquia
A SATA, companhia aérea dos
açores é uma empresa que apregoa o seu compromisso com a
sustentabilidade, o respeito pela biodiversidade, a solidariedade
social, o apoio o à cultura mas que simultaneamente possui
uma prática de apoio à tortura de animais, traduzida nas parcerias que
tem feito com a Tertúlia Tauromáquica Terceirense através da
disponibilização de pacotes que incluem ingressos para touradas de praça
durante as sanjoaninas.
Como se isto não bastasse, a SATA acabou de remeter um e-mail aos seus clientes com o assunto OLÉ! No qual faz a promoção de viagens Açores-Madrid pelo preço mínimo de 199€, apresentando como imagem uma praça de touros.
Manifeste à SATA o seu descontentamento, enviando o texto abaixo ou outro da sua autoria.
SRTT-Info@azores.gov.pt
contacto@sata.pt
Exmo Senhor Secretário Regional do Turismo e Transportes
Exmo Senhor Presidente do Grupo SATA
Tendo conhecimento que a SATA tem promovido a tortura de animais de que são exemplo as parcerias que tem feito com a Tertúlia Tauromáquica Terceirense, através da disponibilização de pacotes que incluem ingressos para touradas de praça durante as sanjoaninas e a recente promoção de viagens Açores-Madrid pelo preço mínimo de 199€, apresentando como imagem uma praça de touros, venho manifestar o meu profundo repúdio.
Em vez de promover e apoiar touradas de praça, uma barbaridade condenada por todas as pessoas cultas e sensíveis e cada vez mais repudiada em todo o mundo civilizado, a SATA deveria demarcar-se de tal atividade e promover o respeito pelo bem-estar e pelos direitos dos animais.
Além disso, a SATA e o Governo Regional que a tutela, deveriam promover os Açores, implementando preços de viagens mais acessíveis a quem nos quer visitar e cumprir as promessas de baixar os custos das viagens, nomeadamente para todos os que são obrigados a deslocar-se por motivos de saúde para fora da Região e a todos os açorianos que pretendem deslocar-se às terras onde se encontram espalhados pelo mundo os seus familiares.
Cumprimentos
Como se isto não bastasse, a SATA acabou de remeter um e-mail aos seus clientes com o assunto OLÉ! No qual faz a promoção de viagens Açores-Madrid pelo preço mínimo de 199€, apresentando como imagem uma praça de touros.
Manifeste à SATA o seu descontentamento, enviando o texto abaixo ou outro da sua autoria.
SRTT-Info@azores.gov.pt
contacto@sata.pt
Exmo Senhor Secretário Regional do Turismo e Transportes
Exmo Senhor Presidente do Grupo SATA
Tendo conhecimento que a SATA tem promovido a tortura de animais de que são exemplo as parcerias que tem feito com a Tertúlia Tauromáquica Terceirense, através da disponibilização de pacotes que incluem ingressos para touradas de praça durante as sanjoaninas e a recente promoção de viagens Açores-Madrid pelo preço mínimo de 199€, apresentando como imagem uma praça de touros, venho manifestar o meu profundo repúdio.
Em vez de promover e apoiar touradas de praça, uma barbaridade condenada por todas as pessoas cultas e sensíveis e cada vez mais repudiada em todo o mundo civilizado, a SATA deveria demarcar-se de tal atividade e promover o respeito pelo bem-estar e pelos direitos dos animais.
Além disso, a SATA e o Governo Regional que a tutela, deveriam promover os Açores, implementando preços de viagens mais acessíveis a quem nos quer visitar e cumprir as promessas de baixar os custos das viagens, nomeadamente para todos os que são obrigados a deslocar-se por motivos de saúde para fora da Região e a todos os açorianos que pretendem deslocar-se às terras onde se encontram espalhados pelo mundo os seus familiares.
Cumprimentos
sábado, 5 de julho de 2014
Mortes e feridos
Correio dos Açores, 5 de Julho de 2014
Não mais mortos e feridos nas touradas à corda
O Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA) lamenta profundamente a morte de mais uma pessoa, neste caso, a de um homem de 62 anos, durante a realização de uma tourada à corda na ilha de São Jorge. Esta morte é mais uma que vem somar-se à de um homem de 78 anos na ilha da Graciosa, em 2013, e à morte de um homem na ilha do Pico, em 2012. Assim, a trágica estatística das mortes nas touradas à corda na região situa-se, no mínimo, numa pessoa morta por ano.
Para além das pessoas que morrem, o número de feridos graves nas touradas à corda é bastante maior, como indicam os casos que chegam a ser conhecidos apesar de, no geral, raramente serem noticiados. No total, o número de feridos graves e ligeiros nos Açores como consequência das touradas à corda estima-se em mais de 300 em cada ano.
Estes números são necessariamente aproximados em virtude dos feridos e mesmo dos mortos resultantes das touradas à corda, não serem mencionados, na maioria das vezes pela comunicação social. Aliás, é lamentável que, no caso da pessoa recentemente falecida em São Jorge, a comunicação social tenha centrado a notícia exclusivamente nas dificuldades da evacuação médica, que não contestamos, chegando mesmo a não referir, muitas vezes, que a causa primeira da morte foram os ferimentos ocasionados durante uma tourada.
Todas estas mortes inúteis e todos estes numerosos feridos, graves ou ligeiros, poderiam ser facilmente evitados com a definitiva abolição das touradas nos Açores e a sua substituição por eventos culturais que, longe de cultivar a violência e a morte, fomentassem a alegria de viver e o respeito pelas pessoas e pelos animais. É cada vez mais evidente, nos Açores e em todo o mundo, que está na hora de acabar com esta barbárie absurda e sem sentido, permitindo aos povos evoluir e entrar definitivamente num progresso cultural próprio do século XXI.
Porém, longe deste entendimento, as touradas à corda continuam a receber apoios públicos por parte do governo regional e das autarquias açorianas. Os governantes fecham os olhos à realidade e parecem varrer os mortos e os feridos para baixo do tapete.
Mas, ainda são também de lamentar as outras vítimas das touradas à corda: os touros. Infelizmente não são raros os casos de animais que chegam a morrer durante as touradas. São conhecidos casos de touros que morreram de esgotamento e outros que morrem ao embaterem contra um muro. São frequentes também os casos de animais que acabam gravemente feridos, perdendo um ou os dois cornos ao embaterem contra as paredes e muros, ou partindo ossos ao escorregar ou saltar nas ruas. É, ainda, comum ver touros com ferimentos, sangrando e sem que por isso se interrompa a festa.
Apesar de tudo isto, lamenta-se que alguns políticos ainda considerem as touradas como simples “brincadeiras” com os animais.
Partilhando o sentir da maioria da sociedade açoriana, o MCATA considera que não é admissível haver mais nenhuma morte nem mais feridos por causa das touradas à corda.
Por último, o MCATA apela às entidades que têm responsabilidade na matéria para que atuem sem mais demora.
Comunicado do
Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)
02/07/2014
domingo, 29 de junho de 2014
SOS - FURNAS
Furnas
Valley is a picturesque valley known for its hotsprings, its spas, its
tranquility and its natural environment, which is ideal for nature-based
tourism.
Recently a
bullfight took place in this valley, with the permission of the local
authorities. Barbarous events such as bullfights, which go against animal
rights, have never been traditional in S. Miguel island, where Furnas Valley is
situated. Bullfighting bull breeders ,
by economic interests, are trying to introduce this so-called
"tradition" in an island where this custom never existed.
Please help
us stop this attempt against animal rights, by sending the following e-mail to the Mayor of Povoação (to which
Furnas Valley belongs), and to the local Furnas local authorities.
To/ para:
geral@cm-povoacao.pt
geral@jffurnas.com
CC:
terra.nostra@bensaude.pt
pnsmiguel.cmif@azores.gov.pt
CCO:
mcatacores@gmail.com
---------------------------------------
Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal da Povoação
Exmo. Senhor Presidente da Junta de Freguesia das Furnas
Dear sirs
The Furnas
Valley is one of the most important touristic sites in São Miguel and in the
Azores, internationally known for its incomparable nature and for its rich
heritage. Places like the Terra Nostra Park, the many hot springs and the
Furnas Lake are known references in the context of nature-based tourism.
However,
this idyllic image of the Furnas valley can easily be destroyed if events such
as the bullfight which took place on the 13th of June in the
Queimadas area are allowed. These events which go against animal rights and
welfare are not traditional in this island, and will result in the general
disapproval of foreign tourists and also of locals who come to Furnas searching
for a natural paradise.
In my
opinion these barbarian customs based on animal torture and imported from other
islands are totally incompatible with the development of a tourism based on
nature. And they are also incompatible with a modern municipality which has
until now based its tourism strategy in the respect for nature, the environment
and animals. If other events of this kind are allowed, many tourists, foreign
and national, will begin to avoid visiting the Furnas Valley, with loss of
income for hotels, local restaurants and commerce.
It is my
intention, if this kind of event is allowed in this area again, I will avoid
visiting Furnas Valley, I will avoid staying in its hotels and eating in its
restaurants, I will not shop in the local commerce and will not use its spas,
or go to Furnas events and exhibitions.
Best regards
(name, country)
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Assine
PELA IMPLEMENTAÇÃO DA RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA
LEGISLATIVA DA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES Nº 31/2013
PROTECÇÃO DOS ANIMAIS DE COMPANHIA E REDUÇÃO DO NÚMERO DE ANIMAIS ERRANTES
Sua
Excelência Secretário Regional dos Recursos Naturais
C/Conhecimento
Suas Excelências
Presidentes dos Grupos Parlamentares à ALRAA
Sua
Excelência Presidente do Governo Regional dos Açores
Ex.mo Senhor
Na sequência
de uma petição intitulada “Por uma nova política para com os animais de
companhia” que deu entrada a 24 de Dezembro de 2012 na ALRAA e que reuniu 1258
assinaturas, a ALRAA aprovou a 10 de Dezembro de 2013 uma resolução onde
recomendava ao Governo Regional dos Açores o seguinte:
1. A promoção de campanhas de
sensibilização, nomeadamente, através das Ecotecas, que apontem para as
virtudes de uma política de não abate dos animais errantes e que esclareçam,
nomeadamente, os benefícios da adoção de meios eficazes de controlo da
reprodução;
2.
A dinamização dos processos de licenciamento de centros de recolha oficiais,
assegurando que os mesmos detenham condições de alojamento adequadas;
3. Promova a realização de campanhas
de sensibilização públicas e junto dos detentores de animais contra o abandono,
assim como da adoção responsável;
4. Promova a celebração de
protocolos com associações de proteção dos animais no
sentido específico da promoção de tratamentos médico-veterinários e
práticas de esterilização;
5.
Promova a sensibilização necessária para a correção das falhas existentes ao
nível dos sistemas de registo dos animais (SICAF), e promova igualmente a
devida sensibilização para a necessidade de articulação entre as várias bases
de dados de identificação de cães e gatos, junto das entidades competentes,
através de pedido escrito;
6.
Promova uma parceria com uma Associação de Proteção de Animais no sentido da
exploração do Hospital Alice Moderno através de protocolo que assegure
tratamentos médico-veterinários a preços simbólicos para detentores de animais
que apresentem carências económicas comprovadas e desenvolver esforços no
sentido da melhoria das instalações deste Hospital, de modo a honrar a memória
da sua mentora, pioneira na defesa dos animais nos Açores.
Considerando
que esta resolução é um bom princípio para a implementação, nos Açores, de uma
nova política para com os animais de companhia, solicitamos que o Governo
Regional dos Açores, através da Secretaria Regional dos Recursos Naturais,
implemente todas as medidas previstas na resolução.
Açores, 31
de Março de 2014
Assine aqui: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT73117
domingo, 23 de março de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
Proteste
APELO
Não mais dinheiros públicos para as Touradas.
Não fique indiferente- Entre em ação
Nos próximos dias 24, 25 e 26 de Janeira vai realizar-se o “III Fórum da cultura taurina”, em Angra do Heroísmo, Ilha Terceira (Açores)
Escreva um e-mail aos governantes, deputados e autarcas dos Açores e aos patrocinadores.
Pode usar o texto abaixo ou personalizá-lo a seu gosto.
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angra@cm-ah.pt, geral@cmpv.pt, imobiliario@cemah.PT, matpalicemoderno@gmail.com,acoresmelhores@gmail.com
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Exma. Senhora
Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores
Exmo. Senhor
Presidente do Governo Regional dos Açores
Exmos (as) Senhores (as)
Deputados (as) da Assembleia Legislativa Regional dos Açores
Exmos Senhores
Presidentes da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e da Câmara Municipal da Praia da Vitória
Exmos Senhores Patrocinadores
Mais dinheiro público para a tortura animal nos Açores
A avultada quantia de 90.000 euros é o dinheiro que vai custar aos açorianos a realização do chamado “III Fórum da cultura taurina” de 24 a 26 de Janeiro na ilha Terceira, sendo 60.000 euros diretamente aportados pelo governo açoriano e o restante pelas autarquias terceirenses e outros apoios. Num momento em que não há dinheiro para nada que seja a favor da vida, da saúde ou da educação dos açorianos, há sempre dinheiro público para financiar escuros congressos sobre uma prática, a tauromaquia, progressivamente rejeitada por todas as sociedades civilizadas e que nada de bom traz para a região.
Mais questionável ainda é o financiamento público deste evento quando na sua anterior edição, há dois anos, esse mesmo dinheiro público foi utilizado pelos organizadores para realizar, à vista de todos, um espetáculo com sorte de varas, prática de tortura proibida em Portugal e expressamente rejeitada pela Assembleia Regional. A realização deste ato ilegal, que ficou impune apesar dos vários protestos realizados dentro da própria Assembleia Regional, não mereceu nenhum tipo de desculpa por parte dos organizadores nem nenhuma explicação por parte do governo regional. Dois anos depois, o governo volta a financiar e premiar com dinheiro público os mesmos organizadores, se calhar para a realização dos mesmos fins.
Não deixa também de ser chocante que este evento seja apoiado pela Secretaria Regional do Turismo, quando a prática da tortura animal é totalmente incompatível com a promoção turística da região como um destino de turismo verde e de natureza. Não podemos esquecer que, por exemplo, no verão passado um grupo de cerca de 85 turistas alemães cancelou a sua vinda aos Açores depois de ver imagens de touradas realizadas na ilha Terceira. Assim, a Secretaria parece estar a utilizar dinheiros públicos para destruir a sua própria política de promoção turística.
Da parte dos organizadores do evento, da Tertúlia Tauromáquica, ouvimos declarações delirantes como dizer que a defesa da tauromaquia inclui valores ecológicos, culturais, sociais, educativos, solidários e económicos. Deveriam antes falar do ecológico que é a ocupação de zonas da Rede Natura 2000 para a criação do gado utilizado nas touradas. Deveriam falar do educativo que é obrigar as crianças a ver animais a ser torturados em espetáculos de sangue e violência contra touros e cavalos. Deveriam falar de solidariedade às famílias das pessoas que são feridas ou mortas cada ano nas touradas. Deveriam falar dos mais de 580.000 euros de fundos públicos que são gastos anualmente na tauromaquia nos Açores. Como exemplo temos o orçamento da câmara de Angra do Heroísmo para 2014, que vai gastar 125.000 euros só numa feira taurina, quando em todo o ano gastará apenas 52.000 euros em ação social.
Por todas estas razões, a realização deste evento vergonhoso para os Açores deveria ser cancelado e o dinheiro público ser bem gasto na realização de políticas que beneficiem realmente as famílias açorianas.
Cumprimentos
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